Bebê pode ter se machucado fora da creche, rebatem Secretária e Diretora sobre denúncia

Publicado em 16 de março de 2012 às 13h59
Atualizado em 16 de março de 2012 às 16h01

A notícia de que um bebê, de um ano de idade, teria fraturado a clavícula e com ferimento em um dos braços, numa creche municipal na tarde desta quarta-feira (14), não está sendo bem contada e há um mistério em torno do comportamento da mãe.

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Foi noticiado hoje pela TV Tem e no G1, veículos de comunicação da Globo, de que a Delegacia de Defesa da Mulher de Olímpia (DDM) estaria investigando a denúncia contra a creche, no caso a EMEB Narizinho, no bairro Santa Ifigênia. Na realidade, nem a Creche e nem a Secretaria da Educação foram comunicadas oficialmente sobre o fato.

A secretária Eliana Bertoncelo Monteiro, da Educação, em contato com o Diário de Olímpia, nega que o bebê teria se machucado na creche e, para provar, existe um termo assinado pela mãe de retirada de seu filho na metade do período, ou seja, terminaria às 17h e a mãe buscou o bebê às 12h45, assinando por isso, alegando que matricularia o filho numa escola particular.

Naquele instante, segundo Eliana, a diretora Maria Cláudia “entregou o filho, sem entender as razões pelas quais a mãe o retirava antes do término de seu segundo dia, já que fora matriculado no dia anterior (13) e permaneceu o dia todo, sem problemas”. Um fato curioso: a mãe telefonou, e há registros, a manhã toda para a creche perguntando se o bebê estava bem e ela chorava, alegando que era pela separação momentânea do filho.

O bebê foi entregue à mãe, mediante documento assinado, e não estava chorando de dor, e não havia se machucado, segundo a secretária Eliana. No final daquele dia, às 17h, a mãe telefonou perguntando à diretora se o bebê havia se machucado, e a resposta foi negativa.

No dia seguinte (15), ontem, a mãe ligou novamente para a creche afirmando que iria pessoalmente conversar com a direção às 14h, e não foi. Mas, voltou a ligar perguntando se nada de anormal havia acontecido com o filho, e a resposta foi novamente negativa.

“A mãe retirou na quarta-feira, espontaneamente, de repente, o filho da creche, apenas dizendo que iria matriculá-la em uma escola particular, mas não disse os motivos. A criança estava bem e não houve comunicação oficial, para a diretora ou para mim, de qualquer anormalidade ocorrida naquela EMEB”, relata a secretária.

A secretária disse estranhar que, primeiramente, antes da creche ou da Secretaria, a mãe preferisse divulgar o caso como ocorrido na EMEB, indo à DDM e para a imprensa. Existe a suspeita de que a criança possa ter se machucado, ou ter sido machucada, em outro local. Jamais numa creche que, pela gravidade dos ferimentos, seriam visíveis e, de imediato, seria acionado o serviço de Saúde.

A Secretaria de Educação da cidade vai acompanhar o caso.

“MÃE TELEFONOU UMAS 20 VEZES CHORANDO”

Em entrevista exclusiva ao Diário, a diretora da EMEB, Maria Cláudia, confirma que “essa criança, que tem um ano e um mês de idade, não sofreu nenhuma queda, nada que justificasse o que está ocorrendo, jogando na lama o nome de uma instituição séria e a reputação de profissionais especializados”. Ela está há três anos à frente da EMEB, que atende 136 crianças do Berçário aos três anos de idade, “e nunca vi nada igual”.

A mãe, segundo a diretora, teve um comportamento que, à primeira vista, seria normal de uma mãe que liga algumas vezes por dia quando o filho está em fase de adaptação, como era o caso dessa criança, “mas ligar umas 20 vezes, e em todas elas, chorando?, e por fim, veio retirá-la no meio do expediente, não notou nada quebrado ou com hematomas na criança, não houve choro de dor, nada fora do comum, alegando que, por questão de ficar mais próxima de sua casa (a família mora no bairro Santa Rita), a colocaria numa escolinha particular?”

A diretoria Maria Cláudia disse, ainda, que se houvesse, de fato, queda ou algum problema que causasse dor, imediatamente acionaria a mãe e o Resgate dos Bombeiros. “Já houve casos, não iguais a esse, em que a criança cai, se arranha, se corta, e ligamos para a mãe e ela pergunta se vai ter que dar ponto, e em caso negativo ela ainda deixa a criança e só a apanha no final do período. Nenhuma criança se fraturou ou teve hematomas no braço na história dessa EMEB”.

Ela disse estar “com a consciência tranquila de que não houve nada com essa criança no dia e meio em que esteve em nossos cuidados. A mãe retirou a criança sã, assinou um termo, e foi embora. Por telefone, o comportamento de humor da mãe se modifica aos extremos, ora de raiva, ora querendo que assumamos algo que não ocorreu aqui, e ora como se quisesse acolhida”.

Quanto ao caso estar na polícia, a diretora mantém a tranquilidade: “Nada ocorreu com essa criança como estão contando e até chamando reportagem de televisão, difamando o nosso trabalho. Vou contar a verdade, e a verdade é o que estou relatando para o senhor”, conclui a diretora ao Diário.

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10 comentários

  1. Anônimo disse:

    Sou professora e conheço o funcionamento das creches de Olímpia, trata-se de um trabalho sério e eficaz. Dificilmente um caso como esse, seria omitido ao responsável da criança se viesse realmente à acontecer. Não é fácil apenas uma professora e uma monitora cuidar em média de 12 à 18 crianças diariamente, porém, tudo é devidamente supervisionado e feito com máxima dedicação! Não há como CONTROLAR 100% dos acontecimentos dentro de sala de aula, devido ao número de crianças,mas sempre tomamos conhecimento e informamos aos pais.Nesse caso, na minha opinião está mal contado pela mãe, e coloca à prova todo o trabalho, dedicação e profissionalismo da classe, que não é fácil, mas, no geral exercido com carinho, esforço e seriedade!

  2. Thifane disse:

    Como está mal contado pela mãe se a criança chegou na creche bem e quando a mãe foi buscar a mesma estava chorando. Se a mãe ligou 20 vezes (duvido muito, exagero do relator) era pra saber do bem estar da criança pq devia ser a primeira separação de mãe e filho, só quem é mãe sabe o tanto que é dificil separar dos filhos ainda mais deixar com pessoas desconhecidas. Se fosse a mãe responsável pelo ferimento da criança axa que ela mesmo iria procurar ajuda médica e omitir uma queda, por exemplo. Na minha opinião, não que ela vale alguma coisa, pq se a creche é do municipio nesse caso vai ser abafado rapidinho, mas a creche OMITIU sim algo da mãe da criança, e é por isso que deve ser investigado com muita atenção, não q tenha sido proposital mas vale ressaltar que há várias crianças naquela creche então esse caso merece a máxima cautela.

    • Leonardo Concon disse:

      A Polícia vai descobrir. Tem mais coisas envolvidas aí. Aguarde.

    • Tati disse:

      Eu sou mãe e já trabalhei em creche, sei o cuidado e o carinho que temos com as crianças, principalmente os bebês… então não acuse desta forma, não sabemos o que realmente houve, não sabemos, talvez houve algum acidente que nenhuma das partes presenciou. O melhor a fazer é aguardar que os peritos façam seu trabalho!

  3. fernando geraldo disse:

    Eita oposição de merda. Tenho uma neta com 02 anos de idade, e, há mais de um ano na creche na Creche Picapu-Amarelo. O atendimento e o carinho pelas mantenedoras dispensados as crianças é maravilhoso. Qaunto será que esta “senhora” esta sendo agradicada pela oposição para tal procedimento.
    Voce esta certo em seu comentário Concon, a Polícia vai chegar na verdade os fatos.

  4. maiara mae da bebe. disse:

    bom nem ao menos me ligaram para saber o que eu tenho a dizer.ninguem me procurou para saber como se encontra minha filha se preciso de algum medicamento.e querem sair de corretos de bom samaritanos.eu estou pronto para o que der e vier.nao tenho o que temer tenho provas concretas de que tudo o que dizem estao mentindo.a verdade sera mostrada.vcs estao pensando em si proprio em nem ao menos com minha bebe.gente tudo isso e absurdo.minha conciencia esta tranquia posso por a cabeca tranquila e ter uma otima noite de sono.agora quem fez ou viu algo nao esta.a maior e mais perfeita justica e a de Deus.e ele esta do meu lado o lado da VERDADADE.tenho provas e muitas.aqui foi um simples desabafo de uma mae que luta por JUSTICA….

    • Leonardo Concon disse:

      Ué…me parece que a senhora assinou um termo na escola, hoje, foi pedir desculpas por tudo… afinal, o que houve? Estranha história, né mesmo?

  5. maria, tambem sou mãe disse:

    SOU MÃE E TRABALHO EM ESCOLA. POSSO TE FALAR Q ESSA COISA TA TODA ERRADA. TODA AS ESCOLAS DÃO ABERTURA PARA AS MÃES, E ESSA MÃE FOI A DDM?JÁ VI TBM CRIANÇAS COM CLAVÍCULA QUEBRADA E NÃO É NADA TÃO GRAVE ACONTECE ATÉ DE UMA QUEDA NORMAL ANDANDO E CAIR COM O OMBRO NO CHÃO, O OSSO DAS CRIANÇAS SÃO DELICADOS MAIS GRAÇAS A DEUS COLAM RAPIDO. MÃE FIQUE CALMA QUE DEUS SE ENCARREGARÁ DE CURAR A CRIANÇA E ISSO NÃO PASSARÁ DE UM SUSTO.

  6. Olímpiense disse:

    Eu acredito sim que a mãe deveria ter ido primeiramente na equipe da creche e não direto na delegacia sem sequer ouvir alguém ou tentar esclarecer o caso. Todo mundo que eu conheço acredita que ela quis seus 15 minutos de fama.Quem acompanha o trabalho de perto da educação sabe o quanto eles são o tempo todo instruido e vigiado. As professoras estão sempre a disposição dos pais e primeiramente são mulheres e mães também não podemos nos esquecer disso, são mães que deixam seus filhos pra cuidar dos nossos e merecem toda nossa compreensão e muitas vezes vejo pais que acham que elas são empregadas e não são. Eu quero muito ver a justiça ser feita sim seja qual lado for.

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