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Produtores de Olímpia participam do maior evento sobre heveicultura do País

Promover a cultura da seringueira, visando o aumento da área plantada e da rentabilidade do produtor, difundir informações de qualidade sobre heveicultura e borracha natural e criar um ambiente de troca de informações e experiências entre produtores, técnicos e pesquisadores, são os objetivos principais do 9º Ciclo de Palestras sobre a Heveicultura Paulista, maior evento da cadeia produtiva da borracha natural no Brasil, que será promovido pela Associação Paulista de Produtores e Beneficiadores de Borracha (Apabor) nos dias 20 e 21 de novembro, em São José do Rio Preto, ou seja, nesta quinta e sexta-feira.

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O evento bienal, realizado desde 1998, surgiu da necessidade de aumentar a produção brasileira da commodity. Atualmente, o Ciclo de Palestras é considerado uma referência para todo o setor. Direcionado a heveicultores, agricultores em geral, técnicos, engenheiros agrônomos e florestais, pesquisadores, empresários e estudantes.

Segundo Wanderley José Cassiano Sant’Anna, presidente da Apabor, o encontro terá uma programação variada, que contempla todas as etapas da produção, desde o plantio até a extração do látex, e também as principais informações sobre o mercado.

A região de Barretos, que engloba cidades como Olímpia, Guaíra, Guaraci, Jaborandi, Monte Azul Paulista, é uma das principais produtoras de borracha natural, representando 15,4 % da produção do Estado de São Paulo, que é o maior produtor nacional. Segundo dados do IEA/SP (Instituto de Economia Agrícola), a região de Barretos registrou 21,3 mil toneladas produzidas.

Ainda de acordo com o IEA/SP, a área plantada no Estado é de 86,1 mil hectares, sendo que 58,2 mil hectares estão em produção. Em 2013, São Paulo somou 97,7 mil toneladas de borracha natural. A produtividade média anual do Estado é de 1.678 kg de borracha seca por hectare, enquanto a média nacional, segundo dados do IBGE, é de 1.294 kg de borracha seca por hectare.

Palestrantes

Entre os palestrantes convidados está Christopher Pardey, de Cingapura, presidente do RCMA Group, empresa de comércio internacional especializada em gestão da cadeia comercial da borracha, que vai abordar o tema “Perspectivas para a borracha natural sob a ótica de um trader”, oferecendo um panorama do cenário mundial.

Durante o Ciclo de Palestras, os participantes poderão visitar também a 1ª Feira do Agronegócio da Borracha, exposição de produtos e serviços de parceiros do evento, como Agrofito, Borrachas Quirino, Braslatex, Citrosol, Hevea Ambiental, Hevea-Tec, Kaiser Agro, Maffer, Mercadão dos Tratores, Polifer, Rio Alta, Serimac e Solbor. Outros expositores, como Abiarb/Sindibor, Coopercitrus/Stoller, Pirelli e Vertex também participam do evento.

Sobre o mercado

A expectativa do mercado para a safra atual é de manutenção dos preços baixos pelo menos até meados do próximo ano. Um dos principais motivos é o elevado estoque mundial de borracha natural – cerca de três milhões de toneladas, ou quase 30% do consumo.

De acordo com o diretor executivo da Apabor, Heiko Rossmann, a demanda retraiu muito nos últimos três anos em função da crise econômica nos principais mercados consumidores – Estados Unidos e Europa – enquanto a produção seguiu aumentando. Entre os países produtores, Tailândia e Vietnã apresentaram um crescimento mais forte da produção no período.

“O reflexo do cenário internacional são os preços baixos no Brasil, fazendo com que o produtor tenha que ser apoiado pelo governo federal com a Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), por meio da realização de leilões do Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro). O preço mínimo fixado pelo governo federal para este ano é de R$ 2,00 por quilo de coágulo”, explica Rossmann.

Diante da forte baixa de preços, a tendência é de que a oferta mundial se estabilize, como resultado da diminuição do interesse pela cultura por parte do pequeno agricultor asiático, ou mesmo pelo aumento da taxa anual de replantio em alguns dos principais produtores mundiais.

Sobre os fatores que podem afetar as estatísticas do mercado da borracha natural, além do preço, o diretor executivo da Apabor aponta o clima. “Fenômenos climáticos, que resultam em chuva excessiva ou estiagem prolongada, podem influenciar a principal região produtora no sudeste asiático ou as principais regiões de cultivo de seringueira no Brasil”, afirma.

Sobre a Apabor

A Apabor é uma sociedade civil sem fins lucrativos, criada em 1992, com atuação em todo o território nacional e com sede em São José do Rio Preto/SP. A associação é hoje um órgão importante de fomento e proteção do setor da borracha. Representa todos os segmentos da produção ao beneficiamento e tem uma agenda constante de participação e propostas junto aos órgãos representativos do setor, dentre eles a Câmara Setorial da Borracha Natural, em Brasília.

A entidade intensificou sua atuação junto aos órgãos federais e estaduais, como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e a Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Busca promover a cultura da seringueira em diversas regiões do Brasil, por meio da realização ou apoio a eventos, como o Workshop Seringueira.

SERVIÇO

9º Ciclo de Palestras sobre a Heveicultura Paulista

1ª Feira do Agronegócio da Borracha

Local: Ipê Park Hotel

Endereço: Rodovia Washington Luís, km 428 – S.J.Rio Preto/SP

Data: 20 e 21 de novembro

Horário: das 8 às 18 horas

Informações: (17) 3235-1088 ou www.apabor.org.br

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