Gado deve ser vacinado contra a Aftosa até o dia 7. Só de Olímpia, são 14 mil cabeças

Publicado em 26 de maio de 2015 às 13h42
Atualizado em 26 de maio de 2015 às 13h43

O Escritório de Defesa Agropecuária de Barretos estima que 62 mil bovinos e bubalinos com idade até dois anos devem ser vacinados na primeira etapa da campanha contra febre aftosa. Somente de Olímpia, deste montante, são cerca de 14 mil cabeças de gado.

Esse total compreende 2 mil produtores que tem até o final do mês para imunizar o  rebanho. Segundo o engenheiro agrônomo, Paulo Fernando de Brito, nas últimas campanhas 98% dos rebanhos pequenos, médios e grandes foram  imunizados.

“Temos trabalhado com rigor para conscientizar os 2% de produtores que ainda não vacinam porque se acontecer um foco pode prejudicar o rebanho todo, o Estado que ficará impossibilitado de exportar e não teremos carne de qualidade para o consumo”, disse.

O Escritório de Defesa Agropecuária conta com banco de dados atualizado para acompanhar a evolução dos rebanhos nas propriedades. “Todos os  pecuaristas são obrigados a vacinar os animais independente da função da criação seja para o  mercado ou uso próprio, porque a doença é contagiosa e implica na sanidade do rebanho”, comentou Paulo.

O Estado de São Paulo está livre da febre aftosa há 19 anos e a região não registra foco da doença desde 1994, inclusive Olímpia. Porém, todo cuidado é pouco, já que São Paulo recebe média de 4 milhões por ano de bovinos de outros Estados.

“Eles chegam para acabar de engordar, para confinamento ou pastagens e qualquer descuido pode colocar em risco o rebanho paulista”, lembrou. A segunda etapa da campanha contra febre aftosa acontece em novembro com imunização do restante dos animais de outra faixa etária. O produtor rural que não comunicar ou não vacinar pode pagar multa que varia de R$ 60 a R$ 100 por animal.

VACINAÇÃO

O produtor rural está responsável por comprar a vacina e apresentar à Defesa Agropecuária a lista dos animais imunizados e a cópia da nota fiscal de compra do medicamento.

As informações podem ser prestadas pessoalmente no escritório ou pela internet. “Mesmo os animais como equinos, suínos e outros que não foram vacinados devem ser informados para termos controle”, explicou Paulo.

A Defesa Agropecuária atua também  na fiscalização direta das propriedades sorteadas para acompanhar a vacinação. “Isso é feito em 5% a 10% e os proprietários são previamente notificados”, destacou o agrônomo.

Os pecuaristas têm até o dia 7 de junho para comunicar a imunização.

Fonte: O Diário de Barretos

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