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Selo e Carimbo dos Correios homenageiam hoje os 130 anos de Tanabi

Os Correios lançam, nesta quarta-feira (11), selo personalizado e carimbo postal comemorativo dos 130 anos da cidade de Tanabi (SP). O evento ocorre às 20h no Auditório Paroquial Nossa Senhora da Conceição, Rua José Siriane, 579 – Centro, em Tanabi. Matéria e fotos Carlos Favarão.

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O lançamento das peças filatélicas é uma iniciativa do prefeito municipal de Tanabi, José Francisco de Mattos Neto, que solicitou aos Correios  a confecção do selo personalizado e do carimbo comemorativo alusivos às comemorações da cidade.

O selo personalizado é uma peça filatélica produzida pelos Correios, com o qual as pessoas interessadas, físicas ou jurídicas, têm a oportunidade de personalizar suas correspondências, tornando-as um veículo difusor de suas imagens, mensagens e marcas representativas.

O SELO

A peça, que marca os 130 anos de Tanabi, é composta por duas partes: na primeira, a bandeira nacional tremulando ao vento compõe o plano secundário e emoldura o mapa do Brasil, preenchido pelas flores do ipê amarelo – árvore-símbolo nacional. Na segunda parte, o selo estampa uma foto noturna do Parque Ecoturístico Jamil Salomão. Na parte superior, do lado esquerdo, a bandeira do município. Completam o conjunto visual os dizeres: Tanabi – São Paulo – Brasil – 1882 – 2012 – 130 anos.

selotanabi

Foram produzidos 1.212 selos personalizados, os quais serão utilizados nas postagens de correspondências da prefeitura.

O CARIMBO

O carimbo comemorativo, de autoria do design Everaldo Machado, apresenta ao centro e nas laterais, a imagem de uma borboleta, origem do nome da cidade Tanabi (tupi), significa Rio das Borboletas, apesar de não existir nenhum rio perto da cidade. Acima, 1882 – 2012, em alusão aos 130 anos comemorados. Abaixo, 130 anos. Ao redor, em círculo, os dizeres: ANIVERSÁRIO DE TANABI Correios – Tanabi – SP – 11.7 a 9.8.2012 (referente ao período de circulação do carimbo).

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Após seu lançamento, o carimbo ficará na Agência Central dos Correios de Tanabi (Rua Barão do Rio Branco, 331 – Centro) para aplicação em todas as correspondências confiadas àquela unidade, e também para os filatelistas (colecionadores de selos) e marcofilistas (colecionadores de marcas postais), sendo, após esta data, encaminhado ao Museu Postal e Telegráfico dos Correios, em Brasília (DF).

A CIDADE

4 de julho de 1882. No local onde está assentada a praça Stélio Machado Loureiro, antes cognominada “24 de outubro”, e em cujo centro se localiza atualmente a Rodoviária, o terreno fora convenientemente mondado e da clareira aberta na jungle em volta, divulgava-se, ao fundo a choça coberta de colmo onde Joaquim Francisco de Andrade (Joaquim Chico), remanescente da tribo dos Caiapós, provindo dos confins do Viradouro, comerciava produtos da terra e mercadorias que trazia de longe. Junto à confluência do Jataí e do Mangue, ou Bacuri, repontavam, aqui e acolá, raras choupanas onde viviam pacatos roceiros. Estes, confabulando entre si, concluíram, por mútuo assentimento, fundar um povoado; logo a seguir, confiaram a mestre Bento Perez de Souza, um carapina de truz, a incumbência de lavrar o madeiro roliço e transformá-lo em símbolo de suas aspirações religiosas, o qual foi, para todos os efeitos, considerado marco de fundação. Na data epigrafada, num meio dia estival, lá estavam os moradores reunidos e irmanados por um só desejo – conduzir em procissão o pesado lenho de rija aroeira, pau que dura eternamente.

Feito isto, postaram-no, para descanso, ao lado de profunda escavação recém aberta na terra vermelha e dadivosa. Homens, mulheres e crianças engalanadas em sua roupagem caipira de “ver Deus”, como afirmam em sua linguagem pitoresca, aguardam, no local, a cerimônia da subida de cruz. Entre vivas e rojões, salvas de garrucha e gritos de alegria é alçado o majestoso cruzeiro que, paulatinamente, toma posição vertical; seus braços sagrados, onde se divisam os instrumentos de suplício, a recordar a divina imolação, proclamam altissonantes que na zona pioneira do Estado mais uma citânia surgia, citânia que desde então batizaram com o expressivo topônimo “Jataí”.

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Logo após, junto ao emblema da fé, num altar improvisado, todo enfeitado de flores silvestres, ajoelharam-se todos, contritos e piedosos, como convém às almas simples, a rezar o terço tradicional do interior brasileiro. E a tradição guardou o nome dos que tomaram parte nesse ato de fé e civismo: o Alferes Polenice Celeri, Leonildo Bataglia, João Barboza do Amaral, Hilário de Souza Rozendo, Agostinho Pereira, Manuel Francisco de Silva, Joaquim Euzébio, Joaquim Francisco de Andrade (Joaquim Chico, considerado o fundador), além do artista anônimo, que a golpes de enxó, lavrou o rijo cerne, transformando-o em objeto de culto e de veneração.

Erguida a cruz, roçado o mato em torno, cuidaram logo os moradores do Jataí de construir uma igrejola em homenagem à padroeira escolhida – Nossa Senhora da Conceição. E foi essa rústica ermida de palha que deu o nome ao lugar então conhecido por “Capela do Jataí” e que, nove anos mais tarde, em 1891, foi substituída pela igreja feita de tijolos e telha vã, demolida em 1932/33. (Fonte: www.tanabi.sp.gov.br).

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