Selo e Carimbo dos Correios homenageiam hoje os 130 anos de Tanabi

Publicado em 11 de julho de 2012 às 17h44
Atualizado em 11 de julho de 2012 às 17h46

Os Correios lançam, nesta quarta-feira (11), selo personalizado e carimbo postal comemorativo dos 130 anos da cidade de Tanabi (SP). O evento ocorre às 20h no Auditório Paroquial Nossa Senhora da Conceição, Rua José Siriane, 579 – Centro, em Tanabi. Matéria e fotos Carlos Favarão.

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O lançamento das peças filatélicas é uma iniciativa do prefeito municipal de Tanabi, José Francisco de Mattos Neto, que solicitou aos Correios  a confecção do selo personalizado e do carimbo comemorativo alusivos às comemorações da cidade.

O selo personalizado é uma peça filatélica produzida pelos Correios, com o qual as pessoas interessadas, físicas ou jurídicas, têm a oportunidade de personalizar suas correspondências, tornando-as um veículo difusor de suas imagens, mensagens e marcas representativas.

O SELO

A peça, que marca os 130 anos de Tanabi, é composta por duas partes: na primeira, a bandeira nacional tremulando ao vento compõe o plano secundário e emoldura o mapa do Brasil, preenchido pelas flores do ipê amarelo – árvore-símbolo nacional. Na segunda parte, o selo estampa uma foto noturna do Parque Ecoturístico Jamil Salomão. Na parte superior, do lado esquerdo, a bandeira do município. Completam o conjunto visual os dizeres: Tanabi – São Paulo – Brasil – 1882 – 2012 – 130 anos.

selotanabi

Foram produzidos 1.212 selos personalizados, os quais serão utilizados nas postagens de correspondências da prefeitura.

O CARIMBO

O carimbo comemorativo, de autoria do design Everaldo Machado, apresenta ao centro e nas laterais, a imagem de uma borboleta, origem do nome da cidade Tanabi (tupi), significa Rio das Borboletas, apesar de não existir nenhum rio perto da cidade. Acima, 1882 – 2012, em alusão aos 130 anos comemorados. Abaixo, 130 anos. Ao redor, em círculo, os dizeres: ANIVERSÁRIO DE TANABI Correios – Tanabi – SP – 11.7 a 9.8.2012 (referente ao período de circulação do carimbo).

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Após seu lançamento, o carimbo ficará na Agência Central dos Correios de Tanabi (Rua Barão do Rio Branco, 331 – Centro) para aplicação em todas as correspondências confiadas àquela unidade, e também para os filatelistas (colecionadores de selos) e marcofilistas (colecionadores de marcas postais), sendo, após esta data, encaminhado ao Museu Postal e Telegráfico dos Correios, em Brasília (DF).

A CIDADE

4 de julho de 1882. No local onde está assentada a praça Stélio Machado Loureiro, antes cognominada “24 de outubro”, e em cujo centro se localiza atualmente a Rodoviária, o terreno fora convenientemente mondado e da clareira aberta na jungle em volta, divulgava-se, ao fundo a choça coberta de colmo onde Joaquim Francisco de Andrade (Joaquim Chico), remanescente da tribo dos Caiapós, provindo dos confins do Viradouro, comerciava produtos da terra e mercadorias que trazia de longe. Junto à confluência do Jataí e do Mangue, ou Bacuri, repontavam, aqui e acolá, raras choupanas onde viviam pacatos roceiros. Estes, confabulando entre si, concluíram, por mútuo assentimento, fundar um povoado; logo a seguir, confiaram a mestre Bento Perez de Souza, um carapina de truz, a incumbência de lavrar o madeiro roliço e transformá-lo em símbolo de suas aspirações religiosas, o qual foi, para todos os efeitos, considerado marco de fundação. Na data epigrafada, num meio dia estival, lá estavam os moradores reunidos e irmanados por um só desejo – conduzir em procissão o pesado lenho de rija aroeira, pau que dura eternamente.

Feito isto, postaram-no, para descanso, ao lado de profunda escavação recém aberta na terra vermelha e dadivosa. Homens, mulheres e crianças engalanadas em sua roupagem caipira de “ver Deus”, como afirmam em sua linguagem pitoresca, aguardam, no local, a cerimônia da subida de cruz. Entre vivas e rojões, salvas de garrucha e gritos de alegria é alçado o majestoso cruzeiro que, paulatinamente, toma posição vertical; seus braços sagrados, onde se divisam os instrumentos de suplício, a recordar a divina imolação, proclamam altissonantes que na zona pioneira do Estado mais uma citânia surgia, citânia que desde então batizaram com o expressivo topônimo “Jataí”.

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Logo após, junto ao emblema da fé, num altar improvisado, todo enfeitado de flores silvestres, ajoelharam-se todos, contritos e piedosos, como convém às almas simples, a rezar o terço tradicional do interior brasileiro. E a tradição guardou o nome dos que tomaram parte nesse ato de fé e civismo: o Alferes Polenice Celeri, Leonildo Bataglia, João Barboza do Amaral, Hilário de Souza Rozendo, Agostinho Pereira, Manuel Francisco de Silva, Joaquim Euzébio, Joaquim Francisco de Andrade (Joaquim Chico, considerado o fundador), além do artista anônimo, que a golpes de enxó, lavrou o rijo cerne, transformando-o em objeto de culto e de veneração.

Erguida a cruz, roçado o mato em torno, cuidaram logo os moradores do Jataí de construir uma igrejola em homenagem à padroeira escolhida – Nossa Senhora da Conceição. E foi essa rústica ermida de palha que deu o nome ao lugar então conhecido por “Capela do Jataí” e que, nove anos mais tarde, em 1891, foi substituída pela igreja feita de tijolos e telha vã, demolida em 1932/33. (Fonte: www.tanabi.sp.gov.br).

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