Sejamos beija-flores, aconselha padre Ivanaldo Mendonça

Publicado em 22 de agosto de 2013 às 12h16
Atualizado em 22 de agosto de 2013 às 12h17

O ritmo acelerado do dia-a-dia faz de nós meros executores. Bem-estar, estabilidade profissional e econômica, entendidos como solução para todos os problemas, se tornaram nossos grandes inimigos. Ao invés do dever e satisfação, somos regidos pela lei da obrigação: obrigados a trabalhar, a cuidar dos filhos, a estar com os amigos, a exercer a cidadania…

beija-flor

A promessa de felicidade pregada pelo neoliberalismo e personalizada no pretenso salvador da humanidade, o capitalismo, faliu; o herói revelou-se vilão e, não hesita em assassinar seus próprios pais, as grandes potencias mundiais. A instabilidade global é alimentada e repercute, simultaneamente, nas pessoas: estresse, doenças da mente, da alma e do espírito, superficialidade, fragilidade e instabilidade nos relacionamentos, revelam uma profunda depressão coletiva.

Esperando milagres em forma de mágica, não atentamos que, possíveis caminhos de superação se revelam á medida que assumimos nosso lugar e missão na história e, conscientes e responsáveis, dispomo-nos a superar. Esse empreendimento tão necessário é desafiador, pois mobiliza as raízes mais profundas do nosso ser, pessoal e coletivo. No entanto, o que parece tão difícil é simples e absolutamente possível. A mãe natureza, educadora persistente e esperançosa da humanidade, ensina através de suas grandes e pequenas obras-primas.

O Beija-flor mede de seis a doze centímetros de comprimento, pesa de duas a seis gramas. De bico longo, a língua bifurcada e extensível é usada para extrair o néctar das flores, base de sua alimentação. O esqueleto e constituição muscular adaptados permitem voo rápido e ágil. Única ave capaz de voar em marcha-ré e permanecer imóvel no ar; as espécies menores podem bater as asas de setenta a oitenta vezes por segundo. As patas são pequenas demais para que caminhe sobre o solo e, embora o olfato não seja muito desenvolvido, sua visão é apurada.

O que este ser insignificante se comparado à grandeza humana tem a nos ensinar? Observe como o age o beija-flor, tão pequeno e sensível diante da imensidão do universo e desafios impostos à sua sobrevivência: chega sem chamar atenção; permanece por pouco tempo, o necessário; encanta enquanto permanece; sai sem ser notado; marca, para sempre, a vida de quem fica; semeia a vida e a esperança, poliniza as flores. Aprendamos com o beija-flor! Obrigado aos pequenos beija-flores, em forma de ave e, aos grandes beija-flores, em forma humana. Seja beija-flor!

Ivanaldo Mendonça

Padre, Pós-graduado em Psicologia, Coaching

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1 comentário

  1. Laudiceia disse:

    Padre Ivanaldo,com estas palavras o Sr. falou tudo.
    O que este ser insignificante se comparado à grandeza humana tem a nos ensinar? Observe como o age o beija-flor, tão pequeno e sensível diante da imensidão do universo e desafios impostos à sua sobrevivência: chega sem chamar atenção; permanece por pouco tempo, o necessário; encanta enquanto permanece; sai sem ser notado; marca, para sempre, a vida de quem fica; semeia a vida e a esperança, poliniza as flores. Aprendamos com o beija-flor! Obrigado aos pequenos beija-flores, em forma de ave e, aos grandes beija-flores, em forma humana. ( Lindo, sejamos também um Beija Flor )

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