Secretário diz que ‘Festival foi positivo’ apesar das dificuldades, ‘que muitos não entendem’

Publicado em 19 de agosto de 2015 às 16h11
Atualizado em 19 de agosto de 2015 às 16h13

Da Assessoria — Embora as visíveis dificuldades financeiras enfrentadas pela Comissão Organizadora do 51º Festival do Folclore, que se encerrou no domingo (16), o resultado final, em âmbito geral, pode ser considerado um sucesso.

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Foram contabilizadas cerca de 60 mil pessoas visitando o Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas “Professor José Sant’anna”, ao longo dos nove dias de Festival, e acompanhando o Desfile de Encerramento, no domingo de manhã, na Avenida Aurora Forti Neves.

Durante as apresentações do sábado, 16, à noite, a Comissão Organizadora do Folclore decidiu e anunciou qual será o Estado homenageado em 2016: Espírito Santo, o terceiro do Sudeste Brasileiro a receber esta honraria.

A festa contou ainda com atividades paralelas, mas intrinsecamente ligadas ao fato folclórico como, por exemplo, o 1º Simpósio de Estudos Etnomusicológicos, com o tema “O Folclore na Modernidade”, reunindo pesquisadores de diversas universidades brasileiras e Mestres da cultura popular, com o objetivo de debater o Folclore no mundo contemporâneo e as suas implicações para os diversos atores sociais envolvidos.

Outras atividades, além das apresentações no palco principal, peregrinações (27ª Peregrinação Folclórica-Folclore na Rua) e do desfile de encerramento, foram desenvolvidas na arena do Recinto, como a 50ª Gincana de Brinquedos Tradicionais e Infantis; no Pavilhão Cultural, o 31º Mini Festival do Folclore, onde alunos da Rede Municipal de Ensino interagiram com os grupos, apresentando danças ensaiadas ao longo do semestre; o 41º Campeonato de Malha, 43º Campeonato de Truco e 11º Campeonato de Bocha, no quesito jogos tradicionais; e visitas de grupos ao Museu de História e Folclore “Maria Olímpia”, incluindo o Café Folclórico.

E ainda, o 26º Salão de Pinturas e Artes, contemplando trabalhos em poesia, artesanato, fotografia, escultura e artes plásticas, todos relacionados ao Festival do Folclore, e mais especificamente ao Estado homenageado, neste ano o Pernambuco.

A Culinária Tradicional também teve seu espaço reservado no Recinto do Folclore, este ano com a novidade da “comida dos mitos”, como a Mula-Sem-Cabeça, o Lobisomem e o Saci-Pererê. Caldos, massas, churrasco gaúcho, leitão à pururuca, tutu à mineira e outras delícias completaram o cardápio regional típico servido aos visitantes.

A Abertura Oficial, no sábado, 8, foi feita com a participação de mais de 250 crianças das escolas municipais Maurício Cesar Alves Pereira, Dona Luiza Seno de Oliveira, Jardim Hélio Cazarini e Santo Seno, e da Rede Estadual, com a Capitão Narciso Bertolino, Wilquem Manoel Neves e Alzira Tonelli Zacarelli. O compositor Olimpiense Edward Marques da Silva, o Wadão, poeta, instrumentista e cantor, compôs novamente a música do Festival, este ano, claro, falando do Pernambuco e suas tradições, com a música “Frevo Virado”.

A Educação do município esteve presente à festa também na elaboração de pequenas obras de arte na forma de “mimos” ou broches, na coreografia de abertura da festa, na coordenação do Mini Festival, nas brincadeiras tradicionais infantis, e no ensino do Folclore aos alunos ainda na tenra infância, tornando-se a cada ano mais imprescindível à realização dos festivais do Folclore em Olímpia.

Dentre a participação dos grupos inéditos estiveram em Olímpia o Grupo Cala, do Rio Grande do Sul, a Companhia Encantar, do Maranhão, e Grêmio Arraiá de São Mateus, de Minas Gerais. Além deles, outros já conhecidos, como o CTG Estância da Serra, do Rio Grande do Sul, Fogança, do Paraná, o Fandango de Tamanco de Cuitelo, de São Paulo, o Grupo Andora, da Faculdade Estadual do Espirito Santo, Vitória Régia, do Mato Grosso, Mapinguari, do Pará, Associação Cultural Maria Bonita, do Ceará, Grupo Reis de Congo de Mestre Bebé e Caboclos de Major Sales, do Rio Grande do Norte, os Bacamarteiros, de Sergipe, Sambalenço, de Mauá, Caiapós, de São Paulo, Boi de Palha, do Maranhão, e Papanguarte, de Pernambuco, além dos grupos locais – folias de Reis, Moçambique, capoeira, Congada e os parafolclóricos Anastasis, Frutos da Terra e GODAP.

“Muitas pessoas não têm conhecimento das limitações, das dificuldades e dos custos que uma festa deste porte, e totalmente gratuita, tem para ser realizada. Portanto, afirmo que o saldo foi muito positivo, porque conseguimos cumprir o prometido e fazer um Festival com criatividade”, disse o Secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Guto Zanetti. O evento teve ainda o apoio das Secretarias de Obras e Engenharia, Educação, Governo, Finanças e Assuntos Jurídicos. “Todos trabalharam por uma causa comum”, complementou Zanette.

De acordo com o Diretor de Cultura e Presidente da Comissão Organizadora do 51º Fefol, Caio Longhi, foram mantidos na relação grupos tradicionais, que vieram com apoio de suas prefeituras, empresas e faculdades, além do aporte feito pela Comissão. Mas, outros grupos que a Comissão gostaria de trazer, por motivos diversos não puderam comparecer, como o Pastoril Dona Joaquina, do Rio Grande do Norte, neste caso devido ao estado de saúde delicado de sua coordenadora, Séphora Bezerra.

Também teve a vinda inviabilizada o Grupo da Universidade do Rio de Janeiro, devido à greve vivida pela instituição naqueles dias.

“Muito se fala e se questiona quanto ao Festival, porém nós, que trabalhamos na organização deste evento, sabemos das muitas dificuldades. Trabalhamos em equipe, numa força-tarefa para que o Fefol pudesse ser realizado. Muitos trabalham de forma voluntária, por amor à nossa festa maior. E isso nos deixa com a consciência tranquila de que o que podia ser feito, foi feito para manter as tradições e honrar o sonho do professor Sant’anna”, completou Caio Longhi.

 

INTERNET
Outro componente que vem se constituindo em importante ferramenta de divulgação do Festival, é a transmissão ao vivo pela internet, por meio de sistema próprio de retransmissão, que nesta 51ª edição da festa alcançou cerca de 33 mil pessoas.

Foi a 11º vez na história que o Fefol teve suas imagens do palco principal geradas em tempo real por meio do seu portal oficial (www.folcloreolimpia.com.br) e de outros sete sites olimpienses, que se uniram para levar o Fefol mundo afora. Foram quatro câmeras que mostraram o festival por todos os ângulos.

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