Reggae, teatro, circo, dança, cinema e muito mais nas praças centrais, em Olímpia, hoje

Publicado em 08 de maio de 2015 às 15h10
Atualizado em 11 de maio de 2015 às 9h57

Uma banda de reggae (ritmo jamaicano muito difundido no Maranhão) composta por músicos que se conheceram em uma escola para cegos, uma trupe de teatro, artistas de circo, grupo de dança, cinema, literatura, artemídia e cultura digital são as atrações do Circuito Sesc de Artes que mais uma vez estará em Olímpia.

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A Prefeitura da Estância Turística de Olímpia, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer, firmou nova parceria com o Sesc para realizar o Circuito de Artes na cidade, hoje, sexta-feira (8), a partir das 18 horas, nas Praças da Matriz e Rui Barbosa.

O Secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Guto Zanette, enfatiza que é uma grande alegria Olímpia receber mais um ano o Circuito Sesc. “Este evento possui o diferencial de reunir, em um só espaço, uma grande variedade de linguagens culturais. Só tenho a agradecer mais uma vez ao Sesc pela parceria de mais um ano”, destaca.

A programação que será cumprida em Olímpia faz parte do “Roteiro 3” do Circuito Sesc, que passará também pelas cidades de Monte Alto e Ibirá.

O Circuito Sesc de Artes é um projeto itinerante desenvolvido desde 1998, e busca a circulação de espetáculos e intervenções artísticas por diversas cidades do Estado de São Paulo e acontece prioritariamente em municípios onde a instituição não possui unidades operacionais instaladas. A programação é gratuita, voltada para todas as idades.

Neste ano percorre 108 cidades, em 12 roteiros, entre os dias 24 de abril e 10 de maio. Serão 392 artistas de diversas linguagens como teatro, circo, dança, música, cinema, literatura, artemídia e cultura digital que, juntos somarão 547 horas de programação. A perspectiva é ampliar o alcance dessa ação, que em 2014 atendeu aproximadamente 280 mil pessoas.

As cidades tornam-se palco de espetáculos e intervenções artísticas nacionais e internacionais. Nas praças, ruas e parques entram em cena a graça dos palhaços, a beleza e a leveza dos bailarinos, as personagens do teatro ocupando o espaço público, as novas e as antigas sonoridades dos compositores e instrumentistas, a arte dos malabaristas, acrobatas e tantos outros mestres do circo criando suspense e fazendo rir, as novas sensibilidades criadas pelos artistas multimídia, a poesia viva das histórias e memórias de cada canto do estado e a magia do cinema que abre portas a um universo de sensações.

Veja a programação de espetáculos que serão exibidos em Olímpia:

 

Dança: Trupe Benkadi – SP – “Diálogos Ancestrais”

O coletivo paulistano apresenta um repertório de danças e ritmos dos balés tradicionais do oeste africano, tendo como base a música Malinké, utilizam os cantos e sons de djembes e dununs em diálogo com o corpo em movimento.

Os balés africanos foram criados na década de 60, trazendo para o palco ritmos e danças praticadas nas aldeias do interior da República da Guiné.  A Trupe Benkady apresenta estes balés, que são originalmente celebrações realizadas para nascimentos, casamentos, trabalhos cotidianos, caça, homenagens aos ancestrais, entre outros. Os cantos e sons de Djembes e Dunduns, em diálogo com o corpo em movimento da dança, formam momentos de energia e força em celebração da vida e da cultura.

 

Música: Tribo de Jah – MA – “Pedra de Salão”

A história da banda Tribo de Jah iniciou-se na Escola de Cegos do Maranhão onde se conheceram os quatro músicos cegos e um quinto músico com visão parcial (apenas em um olho), lugar em que viviam em regime de internato, começaram a desenvolver o gosto pela música improvisando instrumentos e descobrindo timbres e acordes.

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O reggae viria marcar profundamente a já tão forte e original cultura maranhense, contestado por uma minoria de intelectuais conservadores e abraçado pela grande massa, que através desse estilo musical originaria o título de “JAMAICA BRASILEIRA” à capital do Maranhão. Foi neste cenário que a Tribo de Jah deu a partida para difundir o seu reggae roots até os ossos, com suas mensagens de amor e paz, políticas sociais e divinas, as quais afastaram das grandes gravadoras, as rádios não tocavam, a TV tão pouco informava e os jornais faziam vistas grossas. De forma independente a Tribo de Jah foi fazendo shows e divulgando seus discos, hoje conta com uma gravadora e uma distribuição a nível nacional.

 

Circo: Cia Circo Vox – SP – “Se Chove Não Molha”

Uma família de palhaços se atrapalha ao fazer os números, que acabam sempre da forma errada. Os três ficam nesse “chove não molha” e então percebem que, sem querer, apresentaram um espetáculo divertidíssimo. Nessa montagem, o grupo traz esquetes tradicionais circenses, adaptadas para a linguagem contemporânea do Circo Vox.

 

Dentre as Instalações estarão:

Arte e Tecnologia: VJ Pixel – SP – “Photolink Remix”

Núcleo voltado à concepção de projetos de caráter artístico, envolvendo criação e projeção de imagens em movimento. Utilizamos técnicas de edição em tempo real para ambientação visual em espetáculos, eventos, festas, videocenário, entre outras realizações.

 

Literatura: Muda Práticas Culturais e Educativas – SP – “Ocupação literária – Leve Livro”

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É uma intervenção cênica-literária em espaços públicos ou de livre acesso para a troca de livros e conversas. A biblioteca é uma estante construída com materiais reutilizados, com rodízios para ser movimenta pela área, e com um acervo de cerca de 150 livros para serem trocados. Na oportunidade a população poderá doar um livro e levar outro em troca.

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