Nem só de cultura e diversão vivem o Fefol, mas também empreendedorismo

Publicado em 12 de agosto de 2015 às 12h12
Atualizado em 12 de agosto de 2015 às 12h16

O Festival Nacional do Folclore é mais uma vez sinônimo de fidelidade. A cada ano que passa, o evento se torna mais conhecido, respeitado e com um público leal. No ano passado, quando o festival completou 50 anos, 130 mil pessoas prestigiaram a festa, segundo os organizadores. Neste ano, só no primeiro fim de semana, 11 mil pessoas marcaram presença no Recinto do Folclore, segundo divulga a assessoria.

Com 51 edições, o festival continua conquistando admiradores e cultivando os que já são fiéis. Cláudia Gomes Sanna e Juliano Nunes Sanna, por exemplo, têm uma história de vida ligada ao folclore. Ela frequenta o Festival do Folclore de Olímpia desde 1994 e ele desde 2009.

O casal gaúcho é de Xangri-lá – RS, eles se conheceram através do Grupo de Tradição e Cultura Gaúchas 20 de Setembro e, coincidentemente, se casaram no dia 22 de agosto, data em que é celebrado o Dia do Folclore. Todos os anos, programam suas férias para agosto, só para conseguirem visitar Olímpia. “O que nos motiva a vir é a amizade que criamos com os grupos, a integração e a cultura. Tanto é que, este ano, nosso filho Otávio está dançando com o Papanguarte, de Pernambuco”, conta Cláudia.

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Eles passam a semana do Festival em Olímpia e aproveitam para visitar os atrativos turísticos da cidade, acompanhar as apresentações dos grupos e matar a saudade das amizades que fizeram aqui. “Nós gostamos de tudo e se pudéssemos escolher um lugar para morar, seria Olímpia”, ressalta Juliano.

Além de movimentar a cidade e valorizar a tradição folclórica, o Festival do Folclore é também importante para a geração de renda. Claudomiro Moreira e a esposa Maria são visitantes assíduos da festa. Apaixonado por cultura, Claudomiro veio a Olímpia a convite da professora e coordenadora do festival, Cidinha Manzolli. Ele é responsável pela barraca ‘Costeleiro’, que traz a legítima costela no fogo de chão, típica do Sul do país.

Claudomiro é do Paraná e lá aprendeu a fazer a costela. Atualmente, mora em Matão-SP e tem um Buffet na cidade. Além de fazer confraternizações e festas, ele percorre festivais em todo o país, levando a costela gaúcha. Há seis anos, frequenta o Festival do Folclore e prepara mais de uma tonelada de carne durante a festa. Somente durante o festival, ele trabalha com 15 funcionários. Para ele, é uma oportunidade de divulgar a tradição do sul, garantir a renda extra e ainda aproveitar a cultura que Olímpia tem a oferecer. “Todos os anos, nós montamos um ônibus de Matão para Olímpia só para assistir a abertura e conhecer a cidade”, conta o costeleiro.

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Fidelidade essa que Olímpia quer confirmar não só para os próximos festivais, mas também para todo o ano, tendo em vista os atrativos da cidade como o parque aquático e o Museu de História e Folclore. “O Festival do Folclore tem sido cada vez mais importante para consolidar a tradição e a cultura de Olímpia. Além disso, aqui se encontram diversos costumes de todos os cantos do país e as pessoas compartilham esses momentos. É gratificante saber que as pessoas não só estão se divertindo como também empreendendo. A Estância de Olímpia, mais uma vez, mostra a diversidade cultural e turística que oferece”, completa Beto Puttini, Secretário de Turismo.

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