Hoje, 17 de dezembro, é dia de… Santa Olímpia! Quer saber um pouco mais?

Publicado em 17 de dezembro de 2009 às 1h01
Atualizado em 17 de dezembro de 2009 às 19h16

Santa Olímpia

Santa Olímpia

Hoje, 17 de dezembro, é dia de Santa Olímpia. Não é a nossa padroeira, mas é um bairro rural de Piracicaba (SP), fundado há mais de um século por imigrantes tiroleses oriundos da atual Província Autônoma de Trento, região que até 1918 pertencia à Áustria e hoje pertence à Itália. Junto com o bairro de Santana formam a colônia tirolesa trentina da cidade de Piracicaba.

Hoje é dia de comer… polenta! Quer saber a razão? Continue lendo. O bairro de Santa Olímpia organiza anualmente a tradicional “Festa da Polenta”, uma festa típica com muita música, danças folclóricas e culinária típica trentina-tirolesa. A festa é realizada sempre no último final de semana de julho e recebe nos três dias mais de 15 mil visitantes. Ao ficar viúva do governador de Constantinopla, Olímpia recebeu muitas propostas para um novo casamento, mas recusou todas porque queria entregar-se à vida religiosa. A sua insistente recusa motivou, mesmo, o confisco de todos os seus bens.Olímpia nasceu em 361, na Capadócia. Pertencia a uma família muito ilustre e rica dessa localidade, mas ficou órfã logo cedo. Foi educada por Teodósia, irmã do bispo Anfíloco, futuro santo, o que lhe garantiu receber, logo cedo, os ensinamentos cristãos. Aos vinte anos de idade, casou-se com o governador de Constantinopla, ficando viúva alguns meses depois. Desejando ingressar para a vida religiosa, afastou-se de todos os possíveis pretendentes. O fato muito contrariou o imperador Teodósio, que queria vê-la como esposa do seu primo, um nobre da Corte espanhola. Olímpia, entretanto, perseverou na sua decisão. Como vingança, o soberano mandou que todos os seus bens fossem confiscados e administrados pelo prefeito da cidade. Ao invés de reclamar, Olímpia agradeceu, porque não precisaria mais perder tempo com a administração das propriedades. Pediu que os bens fossem definitivamente confiscados e doados aos pobres. Não foi atendida.Em seguida, o imperador fez uma longa viagem e, ao voltar, três anos depois, ficou tão impressionado com as informações sobre sua vida santa e repleta de humildade e caridade que restituiu os bens a ela. Assim, Olímpia continuou suas obras de caridade com maior intensidade. Mas seu sofrimento não acabou. Contraiu doenças dolorosas. Conta a tradição que Olímpia jamais pronunciou qualquer reclamação. Desse modo, tornou-se um modelo perfeito aos cristãos de seu tempo. Seu nome foi envolvido em denúncias graves infundadas, por isso se tornou vítima de perseguições injustas. Foi acusada de ser cúmplice de são João Crisóstomo no incêndio de uma catedral. Mas ela declarou, categoricamente, que nada fizera, muito menos Crisóstomo, que doava muito dinheiro para a construção de igrejas, portanto não poderia destruir uma. Essas acusações partiam do antipatriarca Arsácio, inimigo declarado de Crisóstomo, que mandou Olímpia deixar a cidade. O principal motivo desse exílio foi porque ela era a mais estimada assistente de Crisóstomo, chamado de “o maior pregador da Antigüidade”. Era tão competente que, aos trinta anos de idade, se tornou diaconisa da Igreja, dignidade só concedida às viúvas com mais de sessenta anos. Logo Olímpia decidiu voltar, declarando ao próprio prefeito que não reconhecia autoridade no antipatriarca por ser usurpador de um poder que a Igreja não lhe concedera. Assim, tornou-se a principal vítima de Arsácio, pois Crisóstomo já havia sido exilado de sua pátria pelo cruel prefeito, cúmplice do antipatriarca. Olímpia morreu no ano 408. Santa Olímpia é celebrada, no Oriente, nos dias 24 e 25 de julho, e, na Igreja de Roma, no dia 17 de dezembro.

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2 comentários

  1. LUIZ AUGUSTO DA SILVA disse:

    É além de interessante, dignificante, conhecer a história de vida de uma santa, com o nome da nossa cidade.

    Curiosa coincidência: no dia de Santa Olímpia,há a tradicional “Festa da Polenta” animada com muita música e danças folclóricas, no mês de julho; assim como acontece nos festivais realizados neste município no mês de agosto.

    Mulher com personalidade marcante pela religiosidade, pela humildade e caridade.

    Ao pé da letra, não faço um comentário. Sintetizo a matéria, envolvido pela fibra santificada do “sexo frágil”. Tão (frágil) que através das suas virtudes conseguiu com fé superar, desejos soberanos de um imperador; preservando a sua decisão para ingressar na vida religiosa.

    Este nobre artigo, inspira-me a criar o seguinte conceito: para que sejamos fortes torna-se necessário que conheçamos a grandeza da “fragilidade”.

    Meu amigo Leonardo, você sempre com novidades; hein!? Sucesso!!!

    Abraços a todos.

    Luiz Auguto da Silva – poeta.

  2. LUIZ AUGUSTO DA SILVA disse:

    Errata: no segundo parágrafo leia-se:…no bairro…e não no dia.

    Grato.

    Luiz Augusto da Silva.

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