Desfiles de domingo e terça foram assistidos por 10 mil pessoas, segundo organizadores

Publicado em 19 de fevereiro de 2015 às 14h58
Atualizado em 19 de fevereiro de 2015 às 14h58

Os desfiles carnavalescos de domingo, 15, e terça-feira, 17, nas praças da Matriz e Rui Barbosa, reuniram cerca de 10 mil pessoas, segundo estimativa feita pelo responsável pela segurança do evento. O público presente em cada uma das noites fez reforçar junto à organização do Carnaval 2015 a necessidade de a cada ano provocar melhorias técnicas e estruturais, sempre contando com a colaboração das próprias escolas de samba.

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“Nós sempre tivemos a certeza de que o povo olimpiense gosta de carnaval de rua, prestigia e espera sempre o melhor. Por isso temos que, a cada ano, aprimorar o espetáculo, também preocupados com o grande número de turistas que por aqui aporta nestas oportunidades”, diz o secretário de Cultura, Esporte e Lazer, Guto Zanette.

Na noite de domingo, cerca de uma hora antes do início dos desfiles, o público já ocupava toda extensão da Rua David de Oliveira, nos dois lados, mesmo movimento observado na Coronel Francisco Nogueira, onde também, além do público de pé na calçada no trecho entre a David de Oliveira e a Bernardino de Campos, as arquibancadas estiveram lotadas nas duas noites.

Conforme o programado, as três escolas de samba trabalharam seus enredos baseados no resgate histórico de cada uma delas. A Unidos da Cohab, que abriu o desfile de domingo à noite trabalhou o tema “Bateria: Alma da Escola”, remetendo aos principais organizadores e executores do samba que é marca registrada da agremiação carnavalesca.

Segunda escola a desfilar no domingo, a Vem Comigo trouxe o tema “Galo Azul”, uma homenagem à “escola-mãe”, que após ter sido dissolvida fez surgir a nova representante da região do Jardim Santa Ifigênia, São Francisco e adjacências. Por último, naquela noite, veio a Samba Sem Compromisso que relembrou, muito a propósito, seus 40 carnavais. A Samba Sem é a única escola de samba de Olímpia que desfila há quatro décadas de forma ininterrupta.

 

Na noite de terça-feira, a ordem do desfile se alterou, com a Vem Comigo fazendo a abertura, seguida da Samba Sem, e a Unidos da Cohab fechando a noite. Nem a chuva daquela noite atrapalhou os festejos, o desfile, ou fez diminuir o ânimo dos foliões. Ainda eram milhares de pessoas assistindo à passagem da última escola, quando começou a cair muita chuva. Os blocos, por exemplo, desfilaram sob o temporal, mas com a mesma disposição de domingo, quando o tempo esteve seco.

As três escolas de samba de Olímpia receberam da prefeitura, por meio da Secretaria de Cultura, Esportes e Lazer, verba no valor de $ 25.513,79 cada uma para desfilarem. Os valores repassados representam a divisão de um total de R$ 76.541,39.

 

 

 

Diretores das escolas

Diretores das escolas de samba Unidos da Cohab, Samba Sem Compromisso e Vem Comigo, ao final dos desfiles de domingo e terça-feira, enalteceram a disposição da Prefeitura em manter viva a tradição do Carnaval olimpiense, por meio do incentivo financeiro e pela preocupação demonstrada com relação à infraestrutura nas praças e seu entorno. Para eles, o brilho da festa depende da verba recebida.

“Sem a prefeitura colaborando, com certeza a festa de Momo não teria este brilho que tem”, diz Luiz Carlos Roberto, presidente da Unidos da Cohab. Ele entende que “carnaval é cultura, além de entretenimento, e como Olímpia é uma estância turística, tem que investir em eventos que atraiam a atenção do turista”.

A Unidos da Cohab apresentou nas duas noites de desfiles o enredo “Bateria: Alma da Escola”, buscando eternizar aqueles que no passado fizeram com que a agremiação fosse hoje o que é.

“Sem alma não tem carnaval”, observa. “Há muita imaginação, muita criatividade naquilo que fazemos, mas sem a ajuda da prefeitura, nada seria possível. Assim, só temos a agradecer o esforço do prefeito Geninho e do secretário Guto Zanette em fazer com que esta festa permaneça”, conclui Luiz Carlos Roberto.

“Apoio oficial sempre é fundamental. É recurso público, dinheiro do cidadão que se reverte a favor deste mesmo cidadão, em forma de lazer e entretenimento”, diz Luiz Fernando Monzani, diretor da Samba Sem Compromisso. A Samba Sem, fundada em 1976, é o único bloco que, na opinião de Monzani, “manteve vivo o carnaval de Olímpia”, ao desfilar por quatro décadas de forma ininterrupta.

O vice-presidente da Vem Comigo, Daniel Roberto de Oliveira, diz que, após superados os problemas havidos com a escola, a homenagem que foi prestada à Galo Azul e seus fundadores, da qual ela se originou, alcançou os objetivos. “Mostramos em nossas fantasias a história da escola ao longo de todos os carnavais de que participou”, observou.

Para ele, ter a ajuda da prefeitura municipal é fundamental para que a festa ganhe cada vez mais importância no setor turístico da cidade, porque o povo olimpiense, ele afirma, “já deu mostras de que ama o carnaval de rua e quer que ele permaneça”.

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