Criatividade e hospitalidade conquistam visitantes do 51º Fefol

Publicado em 18 de agosto de 2015 às 12h32
Atualizado em 18 de agosto de 2015 às 12h32

Texto e Fotos da Assessoria de Imprensa — O Festival do Folclore de Olímpia é realizado há 51 anos, conservando a tradição das danças e crenças folclóricas. No entanto, para manter seu público e atrair novos visitantes é preciso incorporar novos atrativos. Uma aposta certa para 2015 que resultou em muito sucesso foi a Barraca das Lendas Folclóricas. Pelo primeiro ano no Festival Nacional do Folclore, o local foi exemplo de criatividade e responsável pela venda de pelo menos 2 mil pratos por noite.

No cardápio do restaurante estavam massas e porções, mas a procura maior foi pelos pratos do Saci-Pererê, do Lobisomem e da Mula-sem-cabeça. Ricos em originalidade e sabor, os pratos das lendas resultaram em uma barraca lotada todos os dias do festival.

“Tivemos uma experiência com o prato da Mula-sem-cabeça no Festival Internacional do Folclore e foi um sucesso. Depois disso, surgiu o convite da Comissão do Fefol para montarmos a barraca”, explica Luiz André de Souza Lima, empresário e responsável pelo restaurante.

Conhecido como Deco, Luiz André pesquisou as lendas folclóricas e planejou os pratos pensando em seus detalhes, tudo para atrair e surpreender o público. Para ele, essa seria a melhor forma de resgatar a tradição das lendas, incentivar as pessoas a conhecerem as estórias e agregar uma característica nova e criativa.

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Olimpienses e visitantes dividiram o público presente na barraca durante os dias de festival. Aguçados pela curiosidade dos pratos, demonstraram 100% de aceitação com relação à novidade. Tanto que, para 2016, outros personagens folclóricos terão pratos dedicados, conforme adiantou Deco.

Além disso, o empresário, que trabalhou com 20 funcionários, contratou cinco garçons da ABECAO (Associação Beneficente Cultural e Assistencial de Olímpia) para ajudar durante o evento por considerar o bom treinamento oferecido pela entidade. Uma dessas funcionárias é Carmen Aparecida Carvalho Braga. Com menos de uma semana de conclusão do curso de garçonete, ela já foi contratada para ajudar na barraca. “Eu gostei muito do curso. É tudo de graça e a gente atuava em restaurantes para treinar. É um serviço bom, converso e conheço pessoas, estou feliz”, conta a garçonete.

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Outro local que foi sinônimo de sucesso no Fefol foi a Vila Brasil. Composto pela Casa do Caipira, Casa de Taipa, Galpão Crioulo com o Engenho Táparo, o Orquidário Aguapey e o Curral Caipira, o ambiente ofereceu música ao vivo, comidas típicas e variedades. De responsabilidade do Fundo Social de Solidariedade e coordenado pela Secretaria Municipal de Assistência, Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, sob a responsabilidade da Presidente, Aparecida Zamperlini Zuliani, o espaço foi ampliado para este ano, contou com o trabalho de 70 funcionários voluntários e contabilizou a presença de pelo menos mil pessoas por noite.

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Segundo Talita Carvalho, diretora de Direitos Humanos, a barraca notou a presença de olimpienses, mas também de muitos turistas, que se encantaram. “Ficou tudo bonito e oferecemos comida barata e fresquinha. O ambiente, cultural e aconchegante, traz recordações para as pessoas”, conta Talita.

Além de divertido, o ambiente é solidário. Isso porque toda a verba arrecadada será revertida para os projetos do Fundo Social, que atende cerca de 300 pessoas por mês. Para 2016, o objetivo é aprimorar e oferecer produtos ainda melhores para garantir o público e a renda da Vila Brasil.

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E não foi só a culinária que encantou os visitantes do Festival do Folclore. O artesanato ganhou tanto destaque que até um grupo de São Pedro-SP, Estância Turística a 290 km de Olímpia, trouxe sua cultura para cá. Presente pela primeira vez no Festival, a Art’s Trama (Associação de Artesãos de São Pedro e Região) trouxe o bordado em ponto cruz, característico da região, lembranças, tapetes de tecido reaproveitado, toalhas, entre outros produtos que chamaram a atenção de quem passou pelo local. O retorno foi tão bom que a associação recebeu encomendas e fez uma parceria com uma loja de Olímpia para produzir lembranças da cidade e vender aqui.

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Leonor Sanches e João Vaine Dante são artesãos associados que cuidaram do estande. Além de se surpreenderem com a receptividade do trabalho deles, ficaram surpresos também com a hospitalidade dos olimpienses.

“Estávamos alojados em uma escola, mas conhecemos um senhor que mora aqui e ele nos acolheu na casa dele. Conheceu nossa história e nosso trabalho e nos ofereceu a casa. Nunca imaginamos uma situação assim”, conta Leonor. Os artesãos conheceram um pouco da cidade e do Thermas e destacaram a preocupação das pessoas em ajudar com informações e no bom atendimento que receberam nos locais onde foram. A primeira experiência foi tão especial que eles já têm intenção de voltar para visitar a cidade.

“Ficamos satisfeitos em saber que a nossa Estância Turística tem sido uma boa anfitriã. São histórias assim que nos incentivam a sempre buscar mudanças e melhorias, valorizando os produtos e as ideias daqui para proporcionar uma boa demanda de serviços para quem nos visita”, avaliou o Secretário de Turismo, Beto Puttini.

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