Biquini Cavadão encerra hoje o 4° Planeta Rock

Publicado em 08 de agosto de 2015 às 14h33
Atualizado em 08 de agosto de 2015 às 14h34

Grupo criado na década de 1980 que se consagrou em 1990, o Biquini Cavadão sobe ao palco do Planeta Rock, em Rio Preto, na noite de hoje, com a marca da reinvenção. A banda é a atração que encerra do festival, realizado desde quarta-feira, no recinto de exposições, com o show da turnê que celebra seus 30 anos de carreira, completados em 2015, batizada de “Me Leve Sem Destino”.

Em comemoração às três décadas de estrada, o Biquini lançou um álbum duplo, um DVD e um Blu-ray, com quatro músicas inéditas, contendo o registro ao vivo feito em maio de 2014, no Palácio da Música Oscar Niemeyer, em Goiânia (GO). Desde o início da turnê, em março, em Belo Horizonte (MG), o grupo percorreu várias cidades brasileiras.

“Somos amigos, gostamos do que fazemos, e essa é a nossa vida. Temos prazer e orgulho de viver daquilo que nós fazemos e, ainda por cima, conhecendo todo o país”, diz Bruno Gouveia, vocalista do Biquini, em entrevista ao Diário. No show, a banda mostrará os sucessos da carreira, que têm como característica comum as letras atemporais, facilmente passadas de uma geração para outra, como diz o vocalista, ao tentar explicar a longevidade do Biquini.

“Acredito que seja porque as pessoas gostam das músicas que nós lançamos a cada disco. Além disso, fazemos parte de uma geração cujas músicas foram passadas de pais para filhos.” Talvez por isso não seja à toa que, na plateia dos shows do grupo, as idades se misturem. “Essencialmente é um público que gosta de música com boas letras. E quanto à idade, pode variar dos oito aos 80 anos”, continua Bruno. Canções como “Tédio”, “Zé Ninguém”, “Timidez” e “Vento Ventania” deverão embalar a noite.

Tendo começado numa época em que as bandas dependiam totalmente das gravadoras para fazer chegar o seu trabalho até o público, o vocalista avalia que tanto a hegemonia das gravadoras quanto a independência que os meios digitais deram aos artistas não proporcionam um bom resultado, salvo honrosas exceções.

“Os artistas não têm visão empreendedora e nem sempre as gravadores têm tino artístico, mas, estamos caminhando para o meio termo entre artistas que terão maior controle do trabalho e poderão fazer bons acordos comerciais com gravadoras”, acredita.

Bruno é otimista também em relação ao momento atual do rock: “O rock está muito ativo e muito criativo. O problema é que os holofotes estão em outros estilos, mas vem muita coisa boa por aí”. Ele diz ouvir no momento várias bandas interessantes, como Los Porongas, Locomotrom, Seu Zé e Dudy Cardoso, todas nacionais.

Concurso

Hoje, também serão definidos os vencedores do concurso de bandas do Planeta Rock, que selecionou 30 bandas entre 197 inscritas, sendo 15 em cada categoria – composição e interpretação.

As cinco melhores de cada categoria (cujos nomes sairiam ontem à noite) se apresentam para definir a sequência dos vencedores do concurso.

Os participantes concorrem a uma premiação total de R$ 18 mil em dinheiro. Serão R$ 4 mil para cada um dos primeiros colocados e R$ 2 mil para os segundos colocados. Os terceiros, quartos e quintos receberão R$ 1 mil cada.

Serviço

4º Planeta Rock. Até hoje, a partir das 20h, no recinto de exposições de Rio Preto. Pista: 1kg de alimento. Camarote: R$ 70 (individual) ou R$ 200 (permanente). Mais informações pelo site www.famapro.com.br

Diário da Região

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