Desassoreamento do Córrego Olhos D’água vem sendo realizado pela Prefeitura

A Secretaria de Obras e Engenharia, da Prefeitura local, está fazendo o desassoreamento do Córrego Olhos D’água, com o objetivo de facilitar o escoamento da água nos meses mais chuvosos. Atualmente as equipes estão concentradas entre a Avenida Andrade Silva e a Rua Engenheiro Reid.

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De acordo com informações do secretário de Obras, Luis Carlos Biagi, está é a primeira fase do desassoreamento que está sendo realizado com recurso próprio, oriundo dos valores devolvidos pelo ex-presidente da Câmara, Beto Puttini no final de sua gestão no biênio 2013/2014 aos cofres da Prefeitura Municipal.

Ele explica: “Escolhemos este trecho por tratar-se do mais crítico. Primeiro é retirado todo material vegetal e destinado para um local adequado, o material plástico, dentre garrafas pet, sacolinhas, etc, é embalado e destinado pra Multi Ambiental que descarta no aterro sanitário, depois destas etapas inicia-se a retirada do sólido, que é areia e cascalho que é dragado para um caminhão e levado adequado”.

Biagi acrescenta que “um dos motivos desta ação é desobstruir a galeria que vem do Bairro São Benedito e colocar a calha do rio em condição de atender e escoar plenamente para aquilo que ela foi dimensionada. O assoreamento causa a diminuição da calha reduzindo a vazão e aumentando a velocidade de escoamento, que à jusante ocasiona as enchentes e danos”.

Será efetuada uma segunda fase entre as Ruas Engenheiro Reid e David de Oliveira. “Este trecho tem uma gravidade um pouco menor. Porém assim que finalizada a primeira fase, já iniciaremos esta segunda”, assinala o secretário.

Apesar de tratar-se de serviços de manutenção corriqueiro, Biagi inseriu a ação de desassoreamento e manutenção como meta continua da Secretária de Obras e Engenharia: “Em intervalos menores iremos manter o leito com intervenções menores e desobstruído. Além disso, temos a melhoria do aspecto urbano”.

Ele finalizou dizendo que o trabalho auxilia a qualidade urbanística, além de impedir a ocorrência de enchentes durante a época de chuvas constantes, propiciando o escoamento de água sem maiores acidentes: “Ressaltando que a população deve cumprir com sua parte, não descartando lixo nas margens do rio”.

Cooperativa de Trabalho de Materiais Recicláveis em processo de formalização

Foi realizada reunião no CRAS (Centro de Referência de Assistência Social, do bairro Santa Ifigênia, envolvendo a Equipe da Divisão de Meio Ambiente da DAEMO Ambiental, da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, os futuros cooperados e a Instituição Ecocultural. A Instituição Ecocultural ganhou o processo licitatório para desenvolver e executar a formalização da Cooperativa.

Nessa reunião foi feita a leitura e aprovação do Estatuto da Cooperativa, onde os futuros cooperados puderam tirar suas dúvidas e dar opiniões.

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Representando a Ecocultural estavam presentes Jair do Amaral e Jetro Menezes, os quais trocaram várias experiências com os futuros cooperados, apresentando como será o trabalho e o dinamismo envolvido no Centro de Triagem.

A Cooperativa de Trabalho de Materiais Recicláveis – Amigos da Natureza será responsável pela triagem e venda de Materiais Recicláveis produzidos nas residências, pousadas, comércio em geral da Estância Turística de Olímpia, podendo ainda receber alguns resíduos de outros municípios.

A Cooperativa contará com a participação de toda a população e geradores para que esses materiais recicláveis previamente separados sejam destinados à mesma.

Essa atitude indica que as empresas desenvolvem ações socioambientais agregando valor e qualidade ao produto final, ajudando na questão social e também na preservação ambiental.

Para a população essa atitude de cidadania proporciona uma melhor qualidade de vida, além da preservação do ambiente para as futuras gerações.

Iguegami e Poty realizam ação ecológica em prol do Abrigo São José e AVCC de Severínia

foi realizado na manhã desta quarta-feira (10) um evento de entrega de Coletores de PET e Lata nos Supermercados Iquegami de Olímpia e Severínia.

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Toda a renda da venda dos recicláveis será revertida para as instituições “Abrigo de Idosos São José” de Olímpia e AVCC (Associação de Voluntário de Combate ao Câncer) de Severínia.

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O Supermercado Iquegami e a Bebidas Poty juntaram-se no Projeto “Sustentabilidade gerando Solidariedade”.

Aluna de Guaraci é premiada em concurso regional sobre Dia Mundial da Água

O Comitê da Bacia Hidrográfica do Baixo Pardo/Grande (CBH-BPG), em cerimônia extraordinária na manhã desta quinta-feira (4), na Câmara Municipal de Barretos, entregou os prêmios para os alunos vencedores do “1º Concurso de Desenhos do CBH-BPG”, com o tema “Água fonte de vida: Alguém vive sem?”.

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O concurso foi lançado em março deste ano, entre as comemorações do dia Mundial da Água, e propunha a participação dos alunos de todas as escolas das 19 cidades que compõem o Comitê, que deveriam fazer um desenho sobre o tema.

Os vencedores de cada cidade foram para a disputa regional e os melhores trabalhos vão compor o calendário do CBH-BPG para o ano de 2015.

A aluna Mariana Alves da Costa, estudante do 9º ano “E” da EMEB Mércia Julia de Guaraci, foi a quinta colocada no concurso e terá o seu desenho ilustrando o mês de abril no calendário. Na foto acima, a aluna Mariana Alves da Costa, da EMEB Mércia Julia, entre as professoras Lucimara e Rosana, juntas com o Secretário Farid Mauad, na entrega do prêmio.

Ela recebeu o seu prêmio nesta manhã, acompanhada pelas professoras Lucimara Batista Miguel Guimarães e Rosana de Castro Mauad e de sua mãe, Valdinéia Alves Fernandes.

O diretor de Obras da Prefeitura de Guaraci, Farid José de Castro Mauad, representou o Prefeito Renato Azeda e destacou a importância do concurso, que mobilizou os estudantes de toda a região.

A primeira colocada no concurso foi a aluna Isabela machado de Carvalho, da escola Alexandre de Ávila Borges, de Jaborandi.

Garimpeiros desafiam a polícia em balsas para procurar diamantes no Rio Grande

BRUNA MOZER e EDSON SILVA – Em balsas improvisadas, cobertas de lona e movidas a motor de caminhão, garimpeiros clandestinos desafiam a polícia e insistem em procurar diamantes no fundo do rio Grande, no trecho entre Colômbia e Guaraci, no noroeste do Estado de São Paulo. Reportagem da Folha de S.Paulo publicada nesta sexta (28)

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Diariamente, a cerca de uma hora de barco de uma vila de pescadores em Colômbia (a 467 km de São Paulo), duas barcaças percorrem o rio em busca da "sorte grande". A Folha flagrou dez homens no local.

Anos atrás, o rio já abrigou centenas de balsas, com mais de mil homens. Fiscalizações e dificuldade em encontrar pedras preciosas fizeram cair o número de garimpeiros.

Mas a atividade persiste, sem que os que se aventuram no desafio revelem quanto ganham por ele. Entre as lendas contadas nas margens do rio está a de que já foi encontrado um diamante rosa no valor de mais de R$ 1 milhão.

Para as autoridades, além de ilegal, o sistema de garimpo tem condições de trabalho deficientes.

No tempo em que permanecem no rio -até dois meses-, os homens que praticam a atividade vivem em situação precária.

Em uma das balsas, homens dormem em redes, ao lado de uma barulhenta esteira improvisada por onde passam as pedras.

Para garimpar, eles mergulham no fundo do rio. São mantidos com uma bomba de oxigênio horas debaixo da água. De lá, sugam as pedras que passam pela esteira.

Se encontrar uma pedra preciosa, o garimpeiro leva para casa 35% do valor da venda no mercado ilegal.

A outra parte vai para o dono da balsa, que ninguém diz quem é. "Antigamente aqui era melhor. Muita gente foi para o Norte [do país]", disse um garimpeiro, que já foi levado algemado pela polícia em uma operação. Nenhum dos garimpeiros ouvidos pela Folha quis se identificar.

"É o que sei fazer. Não tenho profissão", afirmou outro que, aos 14 anos, foi em busca de ouro a Serra Pelada, no Pará, no maior garimpo a céu aberto do mundo.
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Segundo o tenente da Polícia Ambiental de Barretos Rodrigo Antonio dos Santos, ao sugar as pedras, os garimpeiros causam assoreamento do rio, danificam a flora e usam substâncias que podem matar peixes. O óleo do motor também polui o rio.

Investigações do Ministério Público Federal resultaram em uma ação em 2007, que espera decisão da Justiça.

Entre os réus, há donos de balsas e garimpeiros. "É muito complicado punir os garimpeiros. São pessoas que vivem disso, não sabem assinar o próprio nome", diz o procurador André de Menezes.

Para a Polícia Federal, o garimpo ilegal deve ser coibido pela Polícia Ambiental. "Não temos condições de ficar 24 h de plantão no rio", diz o delegado Jackson Gonçalves.

Já o agente do Ibama Carlos Egberto Júnior disse que o local é monitorado, "mas existe um ar de impunidade".

Segundo o DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), há sete autorizações para pesquisa no rio.

Anos atrás, uma permissão de exploração foi dada a uma cooperativa de garimpeiros, mas ela expirou e não foi renovada posteriormente.

Cooperativa Seletiva de Lixo de Olímpia já tem nome, mascote e até músicas de conscientização

Na manhã desta quarta-feira (19), na sede do CRAS da Santa Ifigênia, os integrantes da Cooperativa Seletiva de Lixo do município de Olímpia estiveram reunidos com a secretária de Assistência Social, Ana Claudia Casseb Finato Zuliani, e com a equipe da autarquia de água e esgoto, DAEMO Ambiental, para a escolha do nome, da logomarca, e das músicas que farão parte da campanha de conscientização dos olimpienses.

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O nome escolhido foi CORAN – Cooperativa Olimpiense de Reciclagem Amigos da Natureza, idealizado pela aluna Joice Cristina de Oliveira Albano, 3º A da EMEB Professora Zenaide Rugai Fonseca. O desenho do mascote que se tornará a logo da Cooperativa, o Garrafito, é da EMEB Joaquim Miguel do aluno Gabriel Eduardo Cassane de Oliveira do 5º C.

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E as músicas temas foram da EMEB Luisa Seno, a aluna Júlia Nalini Carvalho do 5º ano, fez a parodia Resíduos Sólidos adaptação da música Festa da Ivete Sangalo. Da EMEB Reinaldo Zanin, a adaptação foi da música Remexe das Chiquititas, de autoria da professora Grasiela e dos alunos do 4º ano B. E a da EMEB Joaquim Miguel dos Santos, são dos alunos dos 5º B: Gabriel Monteiro Marques, Isabela Carmo dos Santos, Naiara Catelari, também adaptação da música Festa da Ivete Sangalo.

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“Dez escolas participaram da seleção e escolhemos as três melhores músicas que irão ser vinculadas com a Cooperativa”, disse a Ana Lúcia Volfe da Divisão de Meio Ambiente do DAEMO: “Sabemos que através das crianças conseguimos conscientizar os pais, por isso trabalhamos com elas hoje para o amanhã. Elas vivenciam isso e vão modificando a cultura pré- moldada de pais e avós, por isso é eficaz a participação delas nestes projetos”.

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“Com este intuito acionamos a Secretaria da Educação para que as crianças contribuam com a Cooperativa e mais ainda com o Meio Ambiente. Esta escolha das musicas e desenhos servem como incentivo e forma de prestigia-los, trazendo para este projeto a importância de aprender desde cedo a virtude de reciclar e os benefícios que trarão para nossa cidade e os integrantes da Cooperativa”, finalizou Ana Claudia.

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Mais três horas sem água nas torneiras de Olímpia devido à ‘situação crítica’

Situação conhecida em todo o Estado de São Paulo, a falta de água se faz presente também na vida dos olimpienses. Com a falta da chuva necessária para repor os mananciais hídricos que abastecem o município, a autarquia DAEMO Ambiental (Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia) continua pedindo de forma incessante a colaboração da população na economia e na conscientização na questão de utilização.

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“Contamos com a população, pois quem está racionando água é a natureza, não o DAEMO. Nós simplesmente tratamos á agua, se nós não tivermos água não vamos tratar e assim os munícipes não terão abastecimento”, destacou o Superintendente do DAEMO Ambiental, Antônio Jorge Motta.

Ele afirmou que o racionamento que já acontece há cinco semanas no Centro da cidade será mantido e estendido. “Continua o racionamento sem previsão de parada. Até que estejamos tranquilos com relação à chuva. Sem ela cair de modo constante, continuaremos desligando as maquinas de captação”.

O novo horário para desligamento das máquinas passou das 24h para às 21h e o religamento das 7h às 8h. “Das 21h às 8h, as máquinas estão desligadas, por isso a população precisa economizar, por isso a situação é critica”, alerta o superintendente.

De acordo com ele os moradores devem utilizar a água de maneira racional, evitando o desperdício. E recomenda que os olimpienses mantenham a reserva da caixa d’água para os usos essenciais. “Em alguns a água chega continuamente, em outros não. Isso ocorre devido à quantidade utilizada pela população em geral da água armazenada no reservatório. Em dias com maior utilização pelos munícipes ela acaba mais rápido, em outros o abastecimento se estende. O racionamento acontece, o que varia é a maneira de utilização pelos moradores”, diz.

As recomendações são mantidas: tomar banhos rápidos, escovar os dentes e fazer a barba com a torneira fechada, lavar a louça ensaboando primeiros os talheres e pratos e enxaguar tudo de uma vez só, não lavar carros e calçadas, regar plantas e jardins sempre pela manhã ou anoite para evitar que a água evapore com o calor do dia.

Atividades para estimular a consciência ecológica nas escolas municipais

Vem sendo realizadas as culminâncias do Projeto Educação Ambiental nas Pré-Escolas municipais de Olímpia, de acordo com lei municipal que incentiva a inclusão da Educação Ambiental de forma transversal nas escolas municipais.

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As apresentações foram acompanhadas pelos coordenadores Luciana Diniz (Educação Infantil), Wadão Marques (Artes), que participou com uma canção de sua autoria em uma das culminâncias, Leila de Aquino Garcia (Ciências) e Ana Lúcia Volfe e Camila Furquim Vicente (Daemo Ambiental). Os coordenadores prestigiaram as apresentações dos alunos de 4 e 5 anos, que foi desde raps de reciclagem, danças, exposições de trabalhos até teatros dedicados ao meio ambiente.

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O trabalho da educação ambiental, nesse estágio do desenvolvimento, deve ser baseado na realidade sociocultural, procurando sempre despertar a autonomia, criticidade e responsabilidade. Terá por base os Eixos de Trabalho: Movimento, a Música, as Artes Visuais, a Matemática, a Linguagem Oral e Escrita, a Natureza e Sociedade, trabalhados de forma interdisciplinar com os temas ambientais para os alunos descobrirem a necessidade de uma mudança de atitude em relação as questões da natureza.

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Olímpia participa de Seminário de Educação Ambiental em Santo André

Representantes da DAEMO Ambiental, Ana Lúcia Volfe e Luiz Guilherme Rodrigues da Silva da Divisão de Meio Ambiente e da Secretaria de Educação de Olímpia, a coordenadora pedagógica de Ciências Leila de Aquino Garcia participaram na terça e quarta-feira, 4 e 5 de novembro, do Seminário ‘Educação Ambiental na Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos – compartilhando saberes e práticas’.

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O evento realizado no Teatro Municipal de Santo André contou com apresentações do Projeto Plano de Educação Ambiental para Gestão e Conservação dos Recursos Hídricos, com a bióloga Elaine Cristina da Silva Colin (especialista em Educação Ambiental, mestre e doutora em Ciências e gerente de Educação e Extensão Ambiental na Prefeitura de Santo André), do Projeto Reágua, com apresentação da também bióloga Eriane Justo Luiz Savóia (mestre em Ciências e doutora em Biodiversidade Vegetal e Meio Ambiente, gerente de Educação e Mobilização Ambiental no Semasa – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André e professora da Faculdade de Medicina do ABC). E com a palestra ‘Entrelaçando ambiente, cultura e sociedade: desafios epistemológicos, políticos e pedagógicos da Educação Ambiental’, com a psicóloga Isabel Cristina de Moura Carvalho (especialista em Psicanálise, mestre em Psicologia da Educação e doutora em Educação e professora na PUC-RS).

A programação prosseguiu no Centro de Formação de Professores Clarice Lispector com a mesa redonda sobre ‘Educação ambiental, protagonismo social e recursos hídricos’, no qual foram apresentados os temas ‘Educação Ambiental e protagonismo: integrando ações na escola e na comunidade’, com a bióloga Renata Ferraz de Toledo (especialista em Educação Ambiental, mestre e doutora em Saúde Pública, pós-doutora em Educação e professora do Programa de Mestrado Profissional Ambiente, Saúde e Sustentabilidade da Faculdade de Saúde Pública da USP); e ‘Desafios e perspectivas da Educação Ambiental para a gestão e conservação dos recursos hídricos’, com o cientista social Pedro Roberto Jacobi (mestre em Planejamento Urbano e Regional, doutor em Sociologia, livre docente em Educação e professor titular da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo).

Em seguida, o público conferiu a mesa ‘Educação Ambiental crítica na formação e cidadania pelas águas’, quando serão apresentados os trabalhos ‘Educação Ambiental crítica na escola: limites e possibilidades’, com a bióloga Rosana Louro Ferreira Silva (mestre em Ecologia, doutora em Educação e docente da área de Ensino de Biologia do Departamento de Zoologia do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo), e ‘Políticas públicas, aprendizagem social e recursos hídricos’, com a cientista social Ana Paula Fracalanza (mestre em sociologia, doutora em geografia e pós-doutora em Geografia, e professora da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo. As inscrições para os dois dias estão encerradas.

A cidade de Olímpia participou com a apresentação do Projeto “Visita às Nascentes” iniciado em parceria com a CATI – Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, e hoje realizado com parceria da DAEMO Ambiental e da Secretaria Municipal da Educação, onde os alunos aprendem sobre a importância da conservação dos recursos hídricos e a melhor forma de preservá-lo. “A iniciativa tem como objetivo compartilhar informações e experiências sobre os processos de educação ambiental na gestão e conservação dos recursos hídricos”, disse Ana Lúcia Volfe.

O seminário foi organizado pela Escola de Formação Ambiental Billings em parceria com a Secretaria de Educação, Diretoria Regional de Ensino e o Semasa – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André.

Daemo diz que racionamento vai continuar e área central é a mais afetada

Mesmo com a leve chuva que caiu durante os dias passados, Olímpia ainda mantém o racionamento. O DAEMO Ambiental pede de forma incessante a colaboração da população na economia e na conscientização que o Estado de São Paulo enfrenta um período critico na questão de abastecimento.

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O superintendente do DAEMO Ambiental, Antônio Jorge Motta, afirma que o sistema de abastecimento do município não foi alterado com as leves chuvas que caíram por estes dias que somaram 53 milímetros. “O que nada representa frente à seca que estamos sofrendo há meses, não piorou em 53 mm, mas não ajudou em nada para que possamos ficar folgados em termos de distribuição de água ou captação”, explicou.

Segundo ele, seria necessário uma chuva constante durante alguns dias para que se possa inicialmente tentar voltar à normalidade: “Estamos em situação critica e vamos continuar até que a própria população perceba que o nível do Ribeirão Olhos D’água se normalizou. Porque quando temos uma condição de lamina de água favorável no riacho também temos uma recuperação de lençol freático. Então é um fator não determinado por mim e pela DAEMO, é pela natureza e acredito que vá muito tempo ainda para que volte ao normal”.

Quanto ao racionamento que já acontece há duas semanas no Centro da cidade, Antonio Jorge ressalta que será mantido: “Continua o racionamento sem previsão de parada. Até que estejamos tranquilos com relação à chuva, sem ela cair de modo constante, continuaremos desligando as maquinas de captação às 24 horas e religando às 7 da manhã”.

De acordo com cobranças dos moradores, o abastecimento em dias da semana são diferentes, em alguns a água chega continuamente, em outros não. Isso ocorre devido à quantidade utilizada pela população em geral da água armazenada no reservatório. Em dias com maior utilização pelos munícipes ela acaba mais rápido, em outros o abastecimento se estende. “Isso varia de acordo com a utilização do centro todo e da reservação particular de cada um. O racionamento acontece, o que varia é a maneira de utilização pelos moradores”, diz Motta.

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Atualmente, apenas a área central de Olímpia sofre racionamento. Motta explica: “Enquanto tivermos os níveis dos poços que abastecem Olímpia conseguindo suportar a demanda não haverá racionamento. Não temos problemas tão sérios com captação subterrânea como temos com a superficial. Portanto por hora não iremos mexer com racionamento advindos dos poços”.

As recomendações são mantidas: tomar banhos rápidos, escovar os dentes e fazer a barba com a torneira fechada, lavar a louça ensaboando primeiros os talheres e pratos e enxaguar tudo de uma vez só, não lavar carros e calçadas, regar plantas e jardins sempre pela manhã ou anoite para evitar que a água evapore com o calor do dia. “Pra isso contamos com a população, pois quem está racionando água é a natureza, não o DAEMO. Nós simplesmente tratamos á agua, se nós não tivermos água não vamos tratar e assim os munícipes não terão abastecimento”.

Outro ponto amplamente falado pela população é que no retorno do abastecimento a água sai turva dos canos, Motta explica que o sistema de canos além de ser antigo, contem no sistema decantação de materiais: “O que acontece é que quando a água volta acaba por escoar e lixiviar estes materiais pelo encanamento”, disse.

Ele encerra dizendo que a Prefeitura e DAEMO estão finalizando o projeto para autuação dos munícipes que não colaborarem com as recomendações de economia de água em Olímpia: “Vamos multar sim, inclusive já temos uma relação de pessoas que vêm desrespeitando a natureza neste momento crítico”. Assim que for concluído o processo da instituição da Lei que regerá as normatizações de economia de água, a população será informada sobre locais e telefones para efetuar denuncias para o DAEMO.

Piracema já começou. Veja o que pode, ou não, nos rios até fevereiro

A piracema teve início neste sábado (1′) e se estenderá até 28 de fevereiro de 2015. Assim, fica proibida a pesca com finalidade de comércio nas bacias hidrográficas do Estado. O início da restrição é previsto em lei e os pescadores que burlarem a lei serão punidos segundo a legislação ambiental. Veja abaixo os locais e o que é, ou não, proibido.

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Durante três meses fica permitida apenas a pesca de subsistência, praticada por comunidades ribeirinhas para garantir a alimentação das famílias. A cota diária é de três quilos ou um exemplar de qualquer peso por pescador, desde que o peixe esteja de acordo tamanho mínimo pré-determinado para cada espécie. O transporte para este tipo de pescado fica ilegal neste período.

No período será intensificado através de patrulhamento ambiental embarcado nos principais rios e seus afluentes e bloqueios policiais nas principais rodovias e vicinais de todos os municípios envolvidos em seus respectivos Estados.

A importância da piracema para a conservação dos peixes de água doce se torna mais evidente quando compreendemos que, através deste fenômeno natural do deslocamento, ocorre a reprodução de significativa parcela das espécies dos peixes de rio.

No período anterior ao começo das chuvas sazonais, os peixes vão acumulando grande quantidade de gordura na cavidade abdominal. O início da estação chuvosa e o aumento do volume e da velocidade das águas nos rios sinalizam para os peixes que o período de reprodução está se aproximando.

Os locais mais adequados para a desova são as cabeceiras de rios, onde os ovos estão mais protegidos de predadores, e é para esses locais que os peixes de piracema migram. Nesse esforço de subida para as cabeceiras, os peixes vão queimando a gordura acumulada e, ao mesmo tempo, estimulando a liberação de hormônios que atuam no amadurecimento dos óvulos e espermatozóides.

Durante este período os peixes praticamente não se alimentam, depositando todo seu esforço no deslocamento rio acima. É característico também o “ronco” que algumas espécies produzem (p. ex., Corimbatás), o que acontece devido à vibração das paredes da bexiga natatória (uma cápsula interna que é repleta de gases) e tem função de auxiliar a comunicação entre indivíduos.

Uma vez fecundados, os ovos evoluem em seu ciclo até se transformarem em alevinos que, posteriormente, migram rio abaixo e completam seu desenvolvimento em lagoas marginais e/ou em ribeirões, locais com abundância de alimento e abrigos.

Confira abaixo todas as orientações e regulamentações da PIRACEMA:

As principais infrações e ocorrências do período:

 Pesca de peixes nativos;

 Utilização de petrechos não permitidos ou proibidos; e

 Pesca em locais proibidos.

Deverão ser observadas as seguintes condições:
LOCAIS PROIBIDOS PARA PESCAR (para todas as categorias e modalidades):

 Nas lagoas marginais

 A menos de quinhentos metros (500m) de confluências e desembocaduras de rios,
lagoas, canais e tubulações de esgoto

 Até um mil e quinhentos metros (1.500m) a montante e a jusante das barragens de reservatórios de empreendimento hidrelétrico, de cachoeiras, de corredeiras, e de mecanismos de transposição de peixes

 No rio Grande, no trecho compreendido entre a jusante da barragem da UHE Funil nos municípios de Lavras e Perdões, e a ponte rodoferroviária que interliga os municípios de Lavras e Ribeirão Vermelho, ambos no estado de Minas Gerais

 No rio Grande, no trecho a jusante da barragem da UHE de Porto Colômbia até a ponte Engenheiro Gumercindo Penteado (nos municípios de Planura/MG e Colômbia/SP), exceto para fins de transporte, embarque e desembarque, em que se considera como ponto de referência o Porto Sakuma na margem do Estado de São Paulo e o Porto Rio Grande na margem do Estado de Minas Gerais

 No rio Pardo/SP, no trecho compreendido entre a jusante da barragem da UHE de Limoeiro até sua foz

 No rio Paranapanema, no trecho entre a barragem de Rosana/SP e a sua foz, na divisa dos Estados de São Paulo e Paraná (Porto Maringá)

 No rio Tietê, no trecho compreendido entre a jusante da barragem da Usina de Nova Avanhandava até a foz do Ribeirão Palmeiras, no município de Buritama/SP

 Estado de Minas Gerais:

 nos rios da Prata, Tejuco, Quebra-Anzol, Salitre e seus respectivos afluentes;

 Estado de São Paulo:

 nos rios Aguapeí, do Peixe, Santo Anastácio, Anhumas, Xavantes, Arigó,
Veado, Moinho e São José dos Dourados (afluentes do rio Paraná), Três Irmãos, Jacaré-Pepira e seus respectivos afluentes

PESCA PERMITIDA:

 Pescador Amador e Profissional:

 em rios: somente pesca desembarcada

 nos represados: embarcado ou desembarcado
A captura e o transporte é permitido somente para espécies não nativas (alóctones e exóticas) e híbridas, com a cota de 10 kg mais um exemplar. (Aos pescadores profissionais não há cota)

 Linha de mão ou vara, linha e anzol, caniço simples, com molinete ou
carretilha com uso de iscas naturais e artificiais. Excetuam-se desta proibição os peixes vivos de ocorrência natural da bacia hidrográfica, oriundos de criações, acompanhados de nota fiscal ou nota de
produtor.

 Espécies não nativas (alóctones e exóticas), tais como:
 apaiari (Astronotus ocelatus);
 bagre-africano (Clarias sp.);
 black-bass (Micropterus sp.);
 carpa (todas as espécies);
 corvina ou pescada-do-Piauí (Plagioscion squamosissimus);
 peixe-rei (Odontesthis sp.);
 sardinha-de-água-doce (Triportheus angulatus);
 piranha preta (Serrassalmus rombeus);
 tilápias (Oreochromis spp. e Tilapia spp.);
 tucunaré (Cichla spp.);
 zoiudo (Geophagus surinamensis e Geophagus proximus) e
 híbridos.

 Permitido ao pescador profissional e amador:

A pesca embarcada e desembarcada, no trecho compreendido entre a Ponte Ferroviária Francisco de Sá a jusante da UHE Souza Dias (Jupiá) e a montante da barragem da UHE Sérgio Motta (Porto Primavera), apenas para a captura e transporte de espécies exóticas, alóctones e híbridos.

PROIBIÇÕES DE ORDEM GERAL

 Captura e o transporte das espécies nativas da bacia, bem como do piauçu ou piavuçu (Leporinus macrocephalus).

 Pesca subaquática

 Competições de pesca, como torneios, campeonatos e gincanas

 salvo aquelas realizadas em reservatórios, visando a captura de espécies não nativas (alóctones e exóticos) e híbridos

 É proibida, nos rios da bacia, a pesca com o uso de:

 embarcações, trapiche ou plataforma flutuante (batelão) de qualquer natureza

 Com o uso de aparelhos, petrechos e métodos de pesca não mencionados na IN nº25/2009.

 Utilização de animais aquáticos, peixes e camarões, vivos ou mortos (inteiros ou em pedaços) como iscas. (Excetuam-se desta proibição os peixes vivos de ocorrência natural da bacia hidrográfica, oriundos de criações, acompanhados de nota fiscal ou nota de produtor).

OBSERVAÇÕES:

1. Está fixado o segundo dia útil após o início do defeso da piracema como o prazo máximo para declaração dos estoques de peixes “in natura”, resfriados ou congelados, provenientes de águas continentais, armazenados por pescadores profissionais e os existentes nas colônias e
associações de pescadores, nos frigoríficos, nas peixarias, nos entrepostos, nos postos de venda, nos hotéis, nos restaurantes, nos bares e similares.

2. Não se aplica as normas da piracema ao pescado proveniente de piscicultura ou pesque-pagues/pesqueiros registrados no órgão competente e cadastrado no IBAMA, devendo estar acompanhado de nota fiscal.

3. É proibido ao pescador profissional e amador armazenar e transportar peixes sem cabeça ou em forma de postas ou filés.

4. É permitida a utilização de minhoca como isca.

5. O transporte de pescado por via fluvial somente é permitido em locais cuja pesca embarcada é permitida, ou seja, somente em reservatórios.

6. Valor da multa:

a. mínimo de R$ 700,00 acrescido de R$ 20,00 por quilo de peixe capturado;

b. máximo de R$ 50.000.000,,00 (Resolução SMA-48/14);

c. nos caso de reincidência os valores poder ser duplicados ou triplicados.

7. Denúncias de crimes ambientais poderão ser feitas pelo telefone 0800-0555-190.

Geninho assina contrato de canalização de mais 630 metros do Olhos D’Água

DA REDAÇÃO — O prefeito Geninho Zuliani (DEM) assinou na manhã desta terça-feira (28) com a ETC (Empreendimentos e Tecnologias em Construções Ltda.), da capital paulista, contrato para execução de obras de canalização do Córrego Olhos D’Água, na Avenida Aurora Forti Neves, trecho entre as ruas Benjamin Constant e Durval Brito, no valor de R$ 3.091.368,52 (apenas R$ 91 mil será a contrapartida do município, o restante do Estado).

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A assinatura ocorreu no Gabinete Executivo, Praça da Matriz, na presença do empreiteiro Alcides Rodrigues do Amaral, vereadores Beto Puttini (presidente), Luiz Salata (líder do prefeito) e Marcos Santos, além de autoridades, como os secretários de Governo Pitta Polisello e Obras Luiz Biagi.

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O prazo de conclusão da obra é de 360 dias. As obras compreendem limpeza do terreno e deslocamento, escavação, reaterro, fundação em pedra rachão, gabião tipo ‘colchão Reno’ e caixa, concreto usinado, guias e sarjetas, além de plantio de grama e urbanização do trecho.

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A obra consiste na execução de um canal trapezoidal, com base de sete metros com lateral com quatro metros, revestida de concreto, talude (barranco) com grama esmeralda, para uma vazão de 44 metros cúbicos por segundo, suficiente para o escoamento de vazão do córrego sem transbordamento lateral para uma chuva de 120 milímetros.

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Já na parte urbanística, será construída uma mureta para fixação de gradil, nos moldes do trecho anterior, e também guias e sarjetas.

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A extensão da obra será de aproximadamente 630 metros. Após a assinatura, eles foram conhecer ‘in loco’ o trecho a ser canalizado.

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Prefeitura notifica donos de terrenos para limpeza em 10 dias

O setor de fiscalização de Posturas, da Secretaria de Finanças da Prefeitura, publica edital de convocação para limpeza de terrenos através de notificação, devendo cumpri-la em 10 dias.

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Os proprietários de terrenos localizados nos bairros Leonor, Luiza, Santa Júlia, Joaquim A. Pereira, deverão roçar e limpar o matagal existente, deixando-os limpos.

A notificação está amparada na Lei Municipal 3.798/2004, e o não cumprimento resultará em penas dos artigos 4 e 6 da referida lei.

Irrigação da Cutrale na Represa Fortaleza é legal, diz DAEE. Mas… está secando!

Não se trata de um crime ambiental, pelo menos à primeira vista sob o ponto de vista documental. Ao contrário do que os produtores rurais e rancheiros reclamam, e até garantem que irão denunciar ao Ministério Público, a irrigação diária dos pomares de laranja da empresa Cutrale, extraindo água da Represa Fortaleza, criada há décadas pela Usina Guarani e abandonada para uso coletivo daquela região, é autorizada pelo DAEE (Departamento Estadual de Água e Energia Elétrica), segundo explicações solicitadas com exclusividade ao Diário de Olímpia.

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Segundo a autarquia estadual, os pomares de laranja podem receber 140 mil litros de água por hora, de julho a novembro; e 70 mil litros de água por hora de dezembro a junho. Só não explicou quem fiscaliza.

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O Diário de Olímpia.Com já havia denunciado essa atividade em 2010, a pedido de alguns rancheiros. Agora, mais uma vez, eles mostraram ao Diário que a represa está ‘secando’, já que outras publicações não surtiram nenhum efeito prático. Várias áreas já estão praticamente secas. E o ecossistema, fauna, flora e a atividade de pescadores, dos produtores que se servem da água para o gado, hortas e demais atividades, vem sendo afetado sistematicamente.

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Em visita ao local, nota-se que, aos poucos, a represa perde o seu porte e os enormes tubos de irrigação sugam, praticamente o dia todo, água da represa através de potentes motores, seis transformadores de energia e um enorme reservatório que, depois, redistribui a água para os pomares através de mangueiras entre as árvores.

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Em meio à crise mundial, nacional e até local de água, os produtores estranham que essa irrigação, que consideram ‘predatória’, seja legal e, se for, não é ecologicamente correta. Por isso, irão procurar o Ministério Público para denunciarem essa irrigação. Afinal, em detrimento da maioria, o poder econômico tem autorização, inclusive, para ‘secar’ a represa tão tradicional.

A Represa Fortaleza é mantida por várias ‘minas’ existentes na região, mas insuficientes para repor, na mesma vazão autorizada pelo DAEE, ou da sede das laranjas, a água desviada.

A POSIÇÃO DO DAEE

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Diário de Olímpia
A/T Leonardo Concon
Informamos que a Fazenda Fortaleza e a CUTRALE Ltda. possuem outorga do DAEE para captação, com ressalva aos períodos de sazonalidade que compreendem a vazão de 140 m3 por hora, de julho a novembro e; 70 m3 por hora, de dezembro a junho. Essa vazão foi autorizada mediante a capacidade de reservação das águas da chamada Represa Fortaleza.
Em vistoria realizada em setembro/2014 o DAEE pediu adequações nos equipamentos de captação, no que foi atendido dentro do prazo estipulado, inclusive com apresentação de relatório fotográfico. Também ficou constatado, que a manutenção do escoamento da vazão mínima a jusante do barramento estava sendo respeitada.
Não existem outros usuários outorgados no reservatório dessa represa.

DAEE – ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO

GALERIA DE FOTOS

Clique na imagem abaixo e confira imagens desta reportagem:

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Daemo recebe visita técnica dos alunos da Unifeb

No último dia 15, alunos do curso de graduação em Engenharia Ambiental do Centro Universitário da Fundação Educacional de Barretos – Unifeb realizaram uma visita técnica às Estações de Tratamento de Água e Esgoto da Daemo Ambiental. A visita ocorreu em razão do evento promovido pelo curso de graduação, o SiGAS – Simpósio de Gestão Ambiental e Sustentabilidade, que completou sua quarta edição este ano.

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A visita foi acompanhada pelo Biólogo João Paulo de Castro e pela Técnica Química Roseli Sabino. Foram explicados os processos físico, químico e biológico desde a captação, tratamento, distribuição de água e tratamento de esgoto doméstico.

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A parceria com o Daemo Ambiental – Superintendência de Água, Esgoto e Meio Ambiente de Olímpia teve como principal objetivo a troca de vivências e experiências que venham a complementar a grade curricular do curso.

Daemo prevê racionamento se não chover. Capacidade de abastecimento está em 40%

Crise confirmada em diversos Estados Brasileiros, a falta de água atinge diversas cidades que já sofrem racionamento há meses. Segundo dados, no mês de Outubro choveu 4,6 milímetros em Olímpia, em Setembro 54 milímetros, mil milímetros a menos do que em 2013. Caso não chova na cidade, o DAEMO Ambiental (Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia) deverá iniciar o racionamento de água, já que a cidade opera com 40% da capacidade de abastecimento.

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“Infelizmente é verdade. Estamos planejando o racionamento, pois com a falta de chuva, o nível do Ribeirão Olhos D’água está crítico”, disse o Superintendente do DAEMO, Antônio Jorge Motta.

Ele pede que a população se sensibilize e ajude na economia de água no município. “Vemos por toda cidade que muitos ainda lavam calçadas, grades, varandas, e não é o momento. Estamos numa crise hídrica e vai faltar água. Pessoas lutam por um balde de água enquanto outras desperdiçam”, endossou.

“Podemos ver nos noticiários, as reportagens sobre a falta de água de maneira critica em diversas cidades do Estado, como em Itu e na própria capital. Esta realidade pode chegar a Olímpia caso o população não se conscientize. Fazemos o controle de forma metódica, pois nossa região não é rica em água, temos os níveis de reservatórios e riachos no limite mínimo. Precisamos agir e economizar água”, disse Motta.

Segundo ele, ainda não existe falta de abastecimento em Olímpia pelo controle que o DAEMO Ambiental realiza de maneira eficiente no que tange o controle de abertura de registros e ao acompanhamento dos níveis dos reservatórios, porém, existe sim a possibilidade, caso a população também não faça sua parte.

A parte central da cidade de Olímpia é abastecida pela ETA – Estação de Tratamento de Água, que é abastecida pelo Ribeirão Olhos D’água, assim esta seria a região mais prejudicada. Em outros bairros existem poços profundos, mas que também estão operando com o limite mínimo de água. “É preciso que a população nos ajude, volto a salientar, a água está acabando nas profundezas da mesma forma que nos leitos dos rios”.

Motta destaca que mundialmente os cuidados são os mesmos: desligar a torneira enquanto escova os dentes, tomar banhos rápidos, não lavar calçadas e carros. “Ela vai fazer falta, por isso pedimos, rogamos para as pessoas economizarem” Ele diz que diversas reclamações dos munícipes quanto à pressão da agua nas torneiras, são problemas inerentes à escassez da água. E que diariamente são feitos reparos às redes, ou substituições, por Olímpia ter um sistema antigo.

Outra ação que será iniciada pelo DAEMO será a fiscalização. “Iremos começar a multar. Infelizmente não gostamos disso, mas teremos que tomar medidas preventivas e louvar os que usam a água conscientemente. Água é alimento”, finalizou.

P.S.: Estamos tentando há vários dias falar com o superintendente, mas sempre ‘está em reunião’. Cobramos a assessoria de imprensa, que nos enviou hoje este material.