No dia do fusca, apaixonados pelo carro se encontram em Olímpia

Publicado em 31 de janeiro de 2015 às 11h20
Atualizado em 31 de janeiro de 2015 às 11h23

Será realizado neste domingo (1º) um Passeio em comemoração ao Dia Nacional do Fusca, com saída ás 9h, da Praça da Matriz de Olímpia. Haverá um café da manhã na Pousada Monte Carlo. O evento é promovido pela Associação Amigos do Fusca de Olímpia.

Para quem gosta do automóvel, lançado na década de 50 no Brasil, o encontro é uma oportunidade de ver modelos únicos e conhecer histórias de um dos carros mais populares do país.

fuscas

Antes de ser nacional, o Fusca já estava nas ruas do País.  Ele chegou em 1950, depois de 11 anos de sucesso na Europa e de ter enfrentado com os “pés nas costas” os rigores da Segunda Guerra Mundial.

Apenas 30 unidades vieram na primeira leva, com o nome de Volkswagen Sedan.  Não traziam frisos ou cromados e eram praticamente idênticas aos Fuscas pioneiros saídos da fábrica em 1939, na Cidade KdF, batizada depois da Guerra de Wolfsburg.

O visual redondinho logo criou um contraste com os “banheirões” americanos vendidos no Brasil à época.  Assim, o Fusca foi conquistando o coração dos motoristas brasileiros. fusca

Com motor refrigerado a ar, manutenção barata e resistência mecânica fora do comum, o VW se incorporou ao cotidiano das ruas do País até começar e ser montado aqui em 1953, ainda com peças importadas.

A produção nacional, em 1959, marcou a estreia da primeira fábrica da Volks fora da Alemanha, em São Bernardo do Campo.  E assim foi até 1986, quando a trajetória do Fusca foi interrompida após mais de 3 milhões de unidades fabricadas.

Nessa primeira fase de produção – o carro voltou a ser feito em 1993 -, foram 27 anos, sendo 24 deles na liderança de vendas no País, mesmo tendo recebido atualizações mínimas.  Até porque seria um “crime” mudar radicalmente as formas atemporais do carrinho.

O Fusca foi criado por Ferdinand Porsche a pedido de Adolf Hitler.  O ditador alemão queria um “volkswagen”, carro do povo em alemão, para desfilar o poderio tecnológico do partido nazista por suas recém-inauguradas autobahns (autoestradas).

Entre as exigências de Hitler para o Fusca estavam a capacidade de levar dois adultos e três crianças, manter velocidade média de 100 km/h, consumir pouco e ter preço de motocicleta. 55-anos-fusca-brasileiro-1-670

Fusca Itamar

O retorno da produção do Fusca no País, em 1993, foi bancado pelo então presidente da República Itamar Franco, um fã assumido do modelo que não se conformava com seu fim.  A ideia de Itamar era muito similar à de Hitler: fabricar um carro popular que mostrasse que o Brasil estava crescendo economicamente. O carro, que ficou conhecido como Fusca Itamar, sairia de linha definitivamente em 1996.

A história do Fusca no Brasil tem uma particularidade: o retorno da fabricação em 1993, sete anos após sua paralisação, em 1986. A pedido do então presidente da República, Itamar Franco, o carro voltou a ser produzido, em uma versão movida exclusivamente a etanol, e parou de ser fabricado em 1996.

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1 comentário

  1. cruz disse:

    tanta coisa boa pra se comemorar pessoal já esqueceram das atrocidades que o nazista ADOLF Hitler fez para humanidade quem esta postando isso esta lembrando da quele homem covarde não devemos se quer tocar no nome da quele crapola, quero que entenda que estou comentando isso não pelo fusca é quem o criou

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