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Encontro de Fuscas em Olímpia será na manhã deste domingo

Os aficionados em carros antigos, em particular do Fusca, em Olímpia, irá comemorar o Dia Nacional do Fusca, ocorrido no último dia 20, neste domingo (26), a partir das 9h, tendo como ponto de partida a Praça da Matriz.

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A caravana dos Fuscas desfilará pelas principais ruas da cidade, culminando até à Pousada Monte Carlo, onde será oferecido um café da manhã.

Segundo um dos organizadores, Nilton Flávio Santos, “será um passeio tranquilo, sem bagunça, para quem gosta e curte esse carro tão querido”.

HISTÓRIA

Antes de ser nacional, o Fusca já estava nas ruas do País.  Ele chegou em 1950, depois de 11 anos de sucesso na Europa e de ter enfrentado com os “pés nas costas” os rigores da Segunda Guerra Mundial.

Apenas 30 unidades vieram na primeira leva, com o nome de Volkswagen Sedan.  Não traziam frisos ou cromados e eram praticamente idênticas aos Fuscas pioneiros saídos da fábrica em 1939, na Cidade KdF, batizada depois da Guerra de Wolfsburg.

O visual redondinho logo criou um contraste com os “banheirões” americanos vendidos no Brasil à época.  Assim, o Fusca foi conquistando o coração dos motoristas brasileiros.

Com motor refrigerado a ar, manutenção barata e resistência mecânica fora do comum, o VW se incorporou ao cotidiano das ruas do País até começar e ser montado aqui em 1953, ainda com peças importadas.

A produção nacional, em 1959, marcou a estreia da primeira fábrica da Volks fora da Alemanha, em São Bernardo do Campo.  E assim foi até 1986, quando a trajetória do Fusca foi interrompida após mais de 3 milhões de unidades fabricadas.

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Nessa primeira fase de produção – o carro voltou a ser feito em 1993 -, foram 27 anos, sendo 24 deles na liderança de vendas no País, mesmo tendo recebido atualizações mínimas.  Até porque seria um “crime” mudar radicalmente as formas atemporais do carrinho.

O Fusca foi criado por Ferdinand Porsche a pedido de Adolf Hitler.  O ditador alemão queria um “Volkswagen”, carro do povo em alemão, para desfilar o poderio tecnológico do partido nazista por suas recém-inauguradas autobahns (autoestradas).

Entre as exigências de Hitler para o Fusca estavam a capacidade de levar dois adultos e três crianças, manter velocidade média de 100 km/h, consumir pouco e ter preço de motocicleta.

Fusca Itamar

O retorno da produção do Fusca no País, em 1993, foi bancado pelo então presidente da República Itamar Franco, um fã assumido do modelo que não se conformava com seu fim.

A ideia de Itamar era muito similar à de Hitler: fabricar um carro popular que mostrasse que o Brasil estava crescendo economicamente.

O carro, que ficou conhecido como Fusca Itamar, sairia de linha definitivamente em 1996.

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