ACOR é fundada no Dia do Corretor, anuncia campanha contra ilegais e convida a região

Publicado em 27 de agosto de 2012 às 12h22
Atualizado em 27 de agosto de 2012 às 16h26

Foi oficializada nesta segunda-feira (27), Dia do Corretor de Imóveis, a ACOR – Associação dos Corretores de Imóveis de Olímpia e Região, em café da manhã oferecida pela Remasa Empreendimentos no salão de festas do Villaggio D’Itália, centro da cidade.

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A adesão à nova entidade – que tem como finalidades o fortalecimento da categoria e defesa contra os ‘picaretas’, ou seja, vendedores não legalizados, tendo em vista o ‘boom’ imobiliário em  franca ascensão devido ao impulso que o setor turístico vem dando para que Olímpia cresça a passos largos – foi quase total neste dia de sua oficialização. Agora, a ideia é avançar com a ACOR nas cidades da comarca, tais como Severínia, Altair, Cajobi, Embaúba e Guaraci.

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Na abertura, o vice-presidente Carlos Savian deu as boas vindas aos corretores e contou a história do Villaggio D’Itália, de como ele, e o empresário Ronald Remondy Jr., e posteriormente a Buck Engenharia, acreditaram no empreendimento em que, naquele momento, eles estavam, com três torres concluídas e já entregues, e outras duas em construção e que deverão ser entregues, com mais 56 apartamentos, em agosto do ano que vem.

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“No início, poucos davam crédito que Olímpia teria condições de abrigar mais 200 novos apartamentos, hoje a realidade é outra, as três torres, de um total de sete, já foram entregues, essas duas em obras serão entregues em agosto e já temos uns 20 apartamentos vendidos, e assim a cidade vai crescendo e, com isso, o setor imobiliário impulsionando ainda mais essa nova realidade olimpiense”, disse Savian.

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Ele destacou, também, que “adquirir um apartamento no Villaggio é um grande investimento, pessoas que adquiriram por um valor hoje estão vendendo por 30 a 40 por cento a mais, porque a valorização é constante, o mesmo ocorre enquanto o apartamento é construído. Quem acreditou nele, na planta, sai lucrando mais, e assim por diante”.

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Sobre a nova entidade, fundada no Dia do Corretor de Imóveis, Carlos Savian destacou que “ela surge para que todos ganhem, inclusive o comprador, o investidor, toda a cidade. Não é para fecharmos a porteira em volta da gente e decidirmos quanto iremos ganhar, formando cartel, mas se unindo, porque o Sol nasce para todos, é preciso mostrar, com a entidade, que todos estamos falando a mesma linguagem, o que irá nos diferenciar será a forma de atendimento, a ética, a condução do negócio perfeito, o pós-venda”.

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Na sequência, a mesa dos trabalhos foi formada por ele, Savian, e com o presidente Eduardo Vendramel e primeiro secretário Cássio Crepaldi. Ao dar as boas vindas a todos, e cumprimentá-los pelo Dia do Corretor, Vendramel colocou os associados a par da condução burocrática e legal da ACOR, destacou alguns dos benefícios que ela traz para a categoria e foi incisivo ao deixar claro que, doravante, ela atuará para denunciar os que não estiverem dentro da lei, porque exercer profissão regulamentada sem que esteja habilitado é crime de exercício ilegal da profissão.

CAMPANHA CONTRA OS PICARETAS

“Vamos até fazer campanha publicitária alertando aos investidores para que tenham cuidado com os falsos corretores. Profissionais precisam de registro para trabalhar”, disse Vendramel, que é advogado, e está fazendo pós-graduação em Direito Imobiliário. “Fora disso, quem promove intermediação de imóveis de terceiros sem possuir estes requisitos, comete o ilícito penal de exercer ilegalmente a profissão de Corretor de Imóveis. Tal conduta está prevista na Lei de Contravenções Penais como crime assim designado: DAS CONTRAVENÇÕES RELATIVAS À ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO – Art. 47. Exercer profissão ou atividade econômica ou anunciar que a exerce, sem preencher as condições a que por lei está subordinado o seu exercício: Pena – prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa”, lembrou.

Assim, a prática ilegal da profissão de Corretor de Imóveis resulta em dois desdobramentos: o primeiro, representado pela autuação administrativa por parte do CRECI, que a ACOR fará em nome de toda a categoria devidamente legalizada e, o segundo, pela lavratura de Termo Circunstanciado na Polícia Federal para que o infrator responda na esfera penal pela Contravenção Penal.

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Além das punições previstas à luz do Direito Penal, o falso corretor, por estar também cometendo um ato ilícito para o Direito Civil, responde por perdas e danos que porventura causar a qualquer cidadão em virtude da sua conduta desonrosa e proibida por lei.

“Em tempos de crescimento imobiliário, é comum aproveitadores também darem golpes, vendendo o que não existe, basta procurarem no noticiário que são milhares de casos assim no País, por isso a ACOR, inclusive para moralizar e dar um ordenamento ético e jurídico nas transações imobiliárias da cidade, surge também para dar credibilidade para quem compra, para quem investe o seu dinheiro”, disse Vendramel.

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É importante pedir e pesquisar sempre a carteira do Creci fornecida pelo corretor, ler muito bem o contrato, conversar com o proprietário do imóvel e só depois fechar negócio. Na sede da ACOR, provisoriamente na Galeria da Américo Brasiliense, 1030, haverá um funcionário para auxiliar o corretor credenciado e, também, para dirimir dúvidas dos proprietários de imóveis ou empreendimentos. “E já estamos nos filiando à ACIO (Associação Comercial e Industrial de Olímpia) para que, talvez, eles também nos dê algum suporte”, disse o presidente da ACOR.

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CONVITE REGIONAL

Vendramel convidou, também, os corretores e estagiários da comarca e região para que se filiem à nova entidade: “Ela não é só de Olímpia, e sim de todos da região. Acho fundamental que venham colegas de outras cidades e façam coro em defesa de nossa categoria. Não somos sindicato, mas vamos unificar as ações e combater o bom combate em favor dos que estão legalizados e dos que agem com ética, corretamente”, disse.

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